Casas continuam a ser construídas na Mata Atlântica

Em 2010, cerca de 180 novas construções foram mapeadas por fotos aéreas

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A costa sul de São Sebastião, trecho de 57 quilômetros do litoral norte paulista onde estão algumas das praias mais bonitas de São Paulo, vem recebendo novas construções irregulares em áreas de encosta, nas beiras de rios e restingas. São desde casas de alvenaria a ruas que abrem clareiras na Mata Atlântica local, atraindo mais obras, que adensam uma região considerada das mais vulneráveis a deslizamentos de terra.

Ao longo do ano passado, foram mapeadas por fotos aéreas cerca de 180 novas construções, as mais recentes localizadas principalmente nos sertões das Praias de Juqueí, Maresias, Camburi e Barra do Sahy. Cada uma delas tornou-se uma denúncia, enviada à prefeitura da cidade e depois protocolada.

O trabalho, feito pela Federação Pró Costa Atlântica, que congrega 16 associações de bairro das principais praias locais, ainda acompanhou as medidas tomadas pelo poder público. Pouco foi feito para interromper os avanços, com intervenção em apenas 13 casos.

Serra do Mar

Localizada na parte paulista da Serra do Mar (no lado fluminense estão, por exemplo, as cidades de Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo, as mais atingidas pelo maior desastre climático da história do País), São Sebastião é considerada por geólogos uma região com características propícias a deslizamentos de terra. Tem encostas íngremes, que dificultam a fixação do solo, além de receber índices elevados de precipitação - de 1,5 mil a 2,5 mil mm por ano.

As partes mais elevadas dessas encostas ficam no Parque Estadual da Serra do Mar, área bem fiscalizada pelo Estado, onde são raras as moradias. Mas ainda sobra uma boa parte de terrenos nas encostas, sob responsabilidade do município, sujeitas a invasões e desastres.

O secretário de Planejamento e Habitação de São Sebastião, Roberto Alves dos Santos, afirma que a cidade atrai imigrantes "porque oferece bons serviços de educação e de saúde". Segundo Santos, foram tomadas medidas para interromper as invasões, mas ele não sabe apontar ao certo quantas casas irregulares já foram derrubadas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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