Casas Bahia se esquiva de comentar assassinato de rapaz dentro de loja

SÃO PAULO ¿ No dia 11 de novembro, um mês atrás, Alberto Milfont, 23 anos, foi morto dentro de uma das lojas da rede Casas Bahia, após discutir com o segurança do estabelecimento. No bate-boca, segurando a nota fiscal, Alberto tentava explicar que não era bandido, estava apenas comprando um colchão. O segurança apontou o revólver calibre 38 para Alberto. Ele duvidou que o segurança atirasse. Levou um tiro no rosto e morreu algumas horas depois no Hospital do Campo Limpo. Conhecida no mercado por dar amplo crédito às classes C e D, a empresa se esquiva de falar da morte de um dos seus clientes. Limita-se a dizer que e empresa pretende colaborar com a justiça e se nega a comentar sobre a questão do porte de armas dos seguranças.

Lívia Machado |

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Procurada pela reportagem do iG, a assessoria de imprensa das Casas Bahia respondeu a três perguntas da reportagem. Ignorou a questão sobre porte de armas. A coordenadora de comunicação da rede alegou que a empresa prestou solidariedade à família ao fechar a loja no sétimo dia de morte do rapaz.

Explica que todos os estabelecimentos têm segurança patrimonial privada e que tal medida é necessária em função do cenário de violência no Brasil. A necessidade de contratar segurança patrimonial privada é uma realidade das empresas, isso é de conhecimento de todos, é obvio, afirmou a coordenadora, que não quis se identificar.Ela também diz que a morte foi um fato isolado, recriminado e repudiado pela empresa e pela família Klein, dona das Casas Bahia.

Nos cerca de 10 minutos de entrevista, afirmou que a empresa Gocil, responsável por fazer a segurança das lojas, foi contratada após pesquisa de mercado e análise de concorrência. Defende o profissionalismo da empresa de segurança e assevera que o contrato entre as duas partes não foi rompido. É uma empresa idônea, não teríamos motivos para romper o contrato, diz.

Quando questionada sobre que providências pretende tomar agora, a assessoria se limitou a dizer que a empresa está disposta a colaborar com a justiça. Compromisso de cooperar com a justiça. Essa é a nossa posição. A assessoria questionou o mérito da pergunta. Afirmou que a posição da empresa não mudou desde a morte do rapaz. 

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