Um casal que mantinha três funcionários da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) como reféns, incluindo o presidente da estatal, Mário Freitas, rendeu-se hoje, após mais de duas horas de negociações com a Brigada Militar (BM, a Polícia Militar gaúcha). Além de Freitas, outros dois assessores da presidência da companhia foram feitos reféns pela dupla, que estava armada.

Freitas explicou ao ser libertado que foi abordado na portaria quando saía da estatal. A administração da Corsan ocupa três andares no mesmo prédio em que funciona a sede do Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul), no centro da capital gaúcha.

A dupla cobraria suposta dívida de R$ 200 mil da estatal por serviços realizados por sua empresa para a Corsan. A BM não divulgou a identidade dos dois sequestradores, que seriam irmãos. Durante a negociação para libertação dos reféns, a empresa fez uma transferência de R$ 183 mil, segundo o secretário de Habitação e Saneamento do Estado, Marco Alba. As obras realizadas passavam por sindicância, o que teria impedido o pagamento. O secretário afirmou que ninguém ficou ferido e não houve agressões aos reféns.

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