Casal Nardoni sai pela primeira vez desde libertação

Pela primeira vez desde que foram libertados, o casal Alexandre Carlos Nardoni e Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, deixaram a casa dos pais de Isabella de Oliveira Nardoni, de 5 anos, neste domingo, e seguiram rumo a Guarulhos, para a casa da madrasta da menina, para visitar os dois filhos menores do casal.

Agência Estado |

Momentos depois, o veículo que levou o casal deixou o local para buscar os pais de Alexandre. As madrugadas na casa dos Nardoni, numa rua pacata no bairro do Tucuruvi, na zona norte, são atípicas.

O clima residencial da Rua Marinheiro foi quebrado pela movimentação de equipes de reportagens que fazem plantão no local. Alguns parentes, que não falaram com os repórteres, e amigos da família foram visitar Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá no final da noite de sexta-feira. O clima no sobrado era de tristeza. Alexandre e Anna Carolina perguntaram pelos dois filhos, que acreditam que os pais estão viajando.

Na manhã de sábado, Natália de Souza, amiga de Cristiane Nardoni, irmã de Alexandre, foi até a casa da amiga por volta das 10h45. Estava acompanhada de um casal, que levou sacolas com frutas, produtos de limpeza, caixas de leite e alimentos. Natália, que estava com Cristiane num bar na zona norte na noite em que Isabella foi assassinada, negou que a amiga tenha feito declaração sobre a ligação telefônica recebida. O chamado teria informado o ocorrido com Isabella. "Ela (Cristiane) não falou nada daquilo que estão dizendo." Segundo a polícia, duas testemunhas teriam dito que Cristiane afirmou que Alexandre teria feito uma besteira. Entre as visitas, também esteve um rapaz que chegou numa motocicleta.

À noite, Cristiane declarou que Alexandre e Anna Carolina afirmaram estar com saudades dos filhos e de Isabella. Ela disse não saber quando irá depôr.

Apesar de o Tribunal de Justiça ter concedido anteontem a liminar em habeas-corpus para Alexandre e Anna Carolina, a Polícia Civil já fala, pela primeira vez, em pedir a prisão preventiva do pai e da madrasta de Isabella, de 5 anos, que teria sido jogada do 6º andar de prédio na zona norte de São Paulo. "Agora, com o andamento das investigações, se concluirmos a linha de pensamento que temos até o momento será pedida a prisão preventiva dos suspeitos", disse o diretor-geral do Departamento de Polícia Judiciária da capital paulista, Aldo Galiano, à TV Globo.

O promotor Francisco Cembranelli, indicado pelo Ministério Público para acompanhar o caso, já havia afirmado na sexta-feira que existem indícios que ligam o pai e a madrasta aos ferimentos encontrados no corpo da menina de 5 anos. "Há informações que nos permitem vincular o casal aos ferimentos sofridos por Isabella e ao que ocorreu na cena do crime", disse.

A delegada-assistente Renata Pontes, do 9º DP, que apura o caso Isabella, ouviu no sábado depoimento de dois casais que são vizinhos ao apartamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina no Edifício London, onde a menina morreu no dia 29 de março. Renata antecipou que deve ouvir neste domingo mais cinco depoimentos de "pessoas próximas à cena do crime".

Cristiane Nardoni, irmã de Alexandre, será ouvida apenas "no momento oportuno", disse a delegada, que descartou que isso ocorra neste domingo. Os depoimentos do pai e da madrasta, que ficaram nove dias na prisão, serão tomados somente após a liberação dos laudos do Instituto de Criminalística (IC) e Instituto Médico-Legal (IML).

(Reportagem de Shaonny Takaiama, Thaís Pinheiro e Diego Zanchetta)

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