SÃO PAULO - Um casal e as duas filhas, de 1 e 8 anos, foram mortos entre a noite de quarta-feira e a madrugada desta quinta-feira no interior de São Paulo. O empresário Robson Douglas Tempesta, 39 anos, e a esposa, Ana Paula Duca Tempesta, de 31 anos, foram atingidos ontem com 16 tiros no escritório em que trabalhavam no bairro Jardim Santana, em Americana, a 128 quilômetros de São Paulo.

As filhas, que estavam com os pais mas desapareceram na quarta-feira, foram encontradas na manhã desta quinta-feira mortas, com sinais de estrangulamento, às margens da Rodovia Hélio Stefin (SP-308), conhecida como Rodovia do Açúcar, na altura da cidade de Elias Fausto, a 136 quilômetros de São Paulo.

Até o fim da tarde desta quinta-feira ninguém havia sido preso. De acordo com o delegado seccional de Americana, João José Dutra, a hipótese mais provável é de que o crime tenha sido motivado por vingança ou cobrança de dívidas.

"O rapaz tinha negócios mal resolvidos e isso fez com que ele tivesse desafetos na cidade", afirmou o delegado. Contra Tempesta há ao menos dois inquéritos policiais abertos, pelo suposto crime de estelionato.

Segundo informações do Tribunal de Justiça (TJ) do Estado de São Paulo, há mais dez processos cíveis em que o empresário é réu. Dutra informou que Tempesta trabalhava no ramo de shows, com exibição de performances em caminhonetes, em arenas de grandes eventos.

A polícia trabalha em parceria com especialistas do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), de São Paulo, e da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Americana.

O crime

Segundo apuração da Polícia Civil, o casal teria sido morto entre as 18 e 20 horas de quarta. Até o fim da tarde desta quinta-feira, o delegado seccional não tinha informações sobre possíveis testemunhas que teriam ouvido os disparos ou visto a movimentação na frente ao escritório das vítimas.

"Era uma noite muito chuvosa e ainda não temos essas testemunhas. Ou as pessoas não viram ou ouviram, ou estão ainda com medo de se apresentar", disse o delegado.

Um funcionário da empresa, cujo nome foi preservado pela polícia por segurança, disse que foi ao local à noite porque tinha um encontro marcado com o proprietário do escritório.

"Ao chegar, verificou que o lugar estava trancado, mas com a luz acesa. Ao conseguir abrir a porta, encontrou os corpos", afirmou Dutra. O delegado disse que o funcionário sabia que as crianças estavam com o casal no escritório, mas quando entrou, as meninas não foram encontradas.

A polícia informou que Tempesta foi atingido com 13 tiros e sua mulher, com três. Os tiros acertaram cabeça, tronco e membros das vítimas. Os corpos das duas meninas foram encontrados às 6h40 de hoje. O seccional informou que o delegado da DIG, Cláudio Eduardo Nogueira Navarro, ouviu outros funcionários da empresa, mas não deu mais informações.

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