Casal de adolescentes diz que vai ao cinema e foge em São Paulo, diz polícia

SÃO PAULO - A Polícia Civil de São Paulo investiga o desaparecimento de Livia Pereira, de 17 anos, e Victor Orta, de 16 anos, desde o último sábado. Para não despertar suspeitas, o casal avisou pelo celular que estaria a caminho do cinema em um shopping na capital paulista.

Redação com Agência Estado |

De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública, os jovens estudam no mesmo colégio e namoram há três meses.

Após receber uma mensagem de celular, que dava a entender que a menina não voltaria, o pai da garota foi até o 14º DP registrar o seu desaparecimento.

"Quando recebi, percebi que minha filha não tinha mais intenção de voltar para casa", diz a engenheira Consuelo Pereira, de 47 anos, mãe de Lívia. "Amo vocês. Não se culpem. Cuidem da Bel", escreveu a filha, referindo-se à irmã caçula, de 11 anos. "Não sei nem por onde começar a procurar." Ao mesmo tempo, a analista de negócios Tânia, de 42 anos, recebia a mensagem do filho Victor: "A culpa não é sua. Estou indo me encontrar."

Segundo o pai da estudante, sua filha namora há três meses o garoto de 16 anos que estuda no mesmo colégio que ela e, desde então, o seu comportamento mudou. O pai relatou ainda no boletim de ocorrência que, segundo comentários dos colegas de escola da jovem, o rapaz teria participado de um grupo neonazista.

Compras

Tânia vasculhou o quarto do filho e encontrou uma lista com itens de acampamento, como barraca, saco de dormir e bússola. Olhou no computador e viu que o garoto havia pesquisado sobre o Estado do Espírito Santo.

Em seguida foi a uma loja de esportes, onde o filho havia dito que compraria um polar (medidor de batimentos cardíacos para quem corre) junto com Lívia no último sábado. Os dois costumavam correr no Parque Villa-Lobos, na zona oeste de São Paulo. "Lá, descobri que tinham comprado barraca, vara de pescar, anzol e bússola", conta Tânia.

Consuelo percebeu então que haviam sumido de casa dois sacos de dormir - Lívia acampou com o irmão João, de 15 anos, recentemente - e duas mochilas. "Nunca proibimos o namoro, apenas achávamos que andavam muito grudentos."

Há poucos dias, preocupado com os estudos de Lívia, o pai Álvaro tentou colocar limites. "Meu filho chorou muito", diz Tânia, que só na tarde do domingo, sem notícias dele, se convenceu do sumiço.

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