Cartunista Glauco Villas Boas e o filho são assassinados em Osasco

O cartunista Glauco Villas Boas, de 53 anos, e o filho dele, Raoni Ornellas Pires Villas Boas, de 25 anos, foram mortos a tiros na madrugada desta sexta-feira na casa da família em Osasco, na Grande São Paulo.

iG São Paulo |

Reprodução
Glauco fazia charges para a Folha de S.Paulo

Segundo a polícia, uma testemunha reconheceu o homem, que ainda está foragido.

A polícia trabalha, neste momento, com a hipótese de que que o cartunista e o filho foram assassinados por uma pessoa conhecida da família .

Essa versão é bem diferente da divulgada pelo advogado. Pela manhã, o advogado da família, Ricardo Handro, disse que Glauco e Raoni haviam sido vítimas de assalto. Ele disse que os supostos bandidos renderam Glauco, a filha e a mulher dele. O cartunista teria negociado com os assaltantes e pediu para ser levado, mas que a mulher e filha pudessem ficar em casa.

Handro afirmou que no momento em que Glauco saía da residência com os bandidos, por volta da 0h30, Raoni chegou da faculdade e se assustou ao ver o pai ensaguentado por ter levado uma coronhada na cabeça. O jovem discutiu com os bandidos, que dispararam quatro vezes contra ele e o cartunista.

AE
Policiais chegam à casa de Glauco para investigar o caso

Conforme o advogado, os criminosos pareciam drogados . A filha e a mulher do cartunista estariam machucadas e em estado de choque.

O caso foi registrado no 1º DP de Osasco como homicídio simples. O velório dos corpos de Glauco e Raoni será na igreja Céu de Maria, fundada pelo cartunista, e será exclusivo aos familiares. O enterro deve acontecer no cemitério Gethsêmani Anhanguera, na Vila Sulina, em São Paulo.  

Carreira

AE
Glauco em foto de 1986
Nascido em 1957, em Jandaia do Sul, no Paraná, Glauco Villas-Boas publicou sua primeira tira em 1976 no Diário da Manhã, de Ribeirão Preto. A carreira decolou após ser premiado no Salão Internacional de Humor de Piracicaba, também em 1976, e na 2ª Bienal de Humorismo y Gráfica de Cuba.

Glauco começou a publicar suas tiras no jornal "Folha de S.Paulo" de maneira esporádica em 1977 e, em 1984, os desenhos passaram a ser regulares. Ele desenvolveu os personagens Geraldão, Casal Neuras, Doy Jorge, Dona Marta e Zé do Apocalipse.

Como redator, fez parte do elenco de redatores da TV Pirata, da Rede Globo. Músico, também tocava em bandas de rock.

Em parceria com os cartunistas Angeli e Laerte, lançou os "Los Três Amigos", tira com histórias sarcásticas que também eram publicadas pela Folha. Em 2006, publicou o livro "Política Zero", com 60 charges sobre a crise no governo Lula.  

Reprodução Folha de S.Paulo de 12/03/2010

Charge do cartunista publicada nesta sexta-feira

*Com informações da Agência Estado


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