Carnaval 2010: Viradouro fala do México sem empolgar

Sem patrocínio e com pouca criatividade, a Viradouro levou para a Marquês de Sapucaí a história do México. A escola mostrou ícones da cultura daquele país, como os pintores Frida Kahlo e Diego Rivera, a animada festa de Finados, as civilizações maia e asteca, mas não conseguiu conquistar o público do sambódromo.

Agência Estado |

O ponto alto da apresentação foi a pequena Júlia Lira, de 7 anos, a rainha de bateria mais jovem que já atravessou a passarela do samba.

O casal Frida e Rivera foi o tema da comissão de frente, coreografada pelo diretor do Ballet Bolshoi no Brasil, Sérgio Lobato. A bailarina Juliana Meziat leu a biografia da pintora, viu dezenas de fotografias e viu o filme sobre a vida dela para encarnar Frida Kahlo. "Nunca poderei imitá-la, mas queria transmitir a força dela."

No carro abre-alas, mais referência ao casal de pintores: o ator Marcos Oliveira, o Beiçola, do seriado "A Grande Família" representava Rivera. O carro trazia reproduções da tela "Criação", pintada por ele em 1922. O prometido efeito do neon não causou o impacto esperado.

A bateria de mestre Jorjão fez bonito: apresentou sete paradinhas, inclusive com batida de funk. Os 318 ritmistas fizeram coreografias, mas sem grandes evoluções. Na falta de uma beldade à frente da bateria, o papel de musa da escola coube às destaques, como a atriz Suzana Pires, que interpretou a baiana Ivonete na novela "Caras e Bocas", e a inspetora da Polícia Civil Isabella Migacho Picanço, que desfilou no chão e mostrou samba no pé.

Outros artistas desfilaram pela escola de Niterói, como o ator Marcos Pasquim, namorado de Suzana Pires, e o casal de atores Daniel Oliveira e Vanessa Giácomo ­- os três com roupas da diretoria.

Entre os nove carros apresentados pela escola, chamou mais atenção o que mostrou o dia de Finados, comemorado com festa e oferendas. A alegoria tinha caveiras com olhos iluminados por neon, que levaram Júlia, a rainha de bateria, a pedir colo ao irmão, Lucas, de 12 anos, para conseguir ver os bonecos do recuo da bateria.

No fim da apresentação, Mônica Lira, mulher do presidente da escola, emocionou-se. "A escola estava linda. Foi tudo muito difícil, sem patrocínio. Tudo foi feito com muito esforço pelo meu marido e nós merecemos voltar no sábado de carnaval."

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