A Unidos da Tijuca deu novo show na Marquês de Sapucaí no desfile das campeãs do carnaval do Rio. Levou ao Sambódromo um novo truque de ilusionismo, cujo protagonista foi o seu próprio carnavalesco, Paulo Barros.

Logo na comissão de frente, ele entrou numa pequena caixa móvel vestido com roupas pretas e em dois segundos deixou o local todo de branco.
Na sua frente, seis bailarinas repetiam a troca de fantasias em segundos, dentro de tubos de tecido ou sob um pano que cobria o grupo na passarela.

A escola fechou o desfile já na madrugada sob aplausos, embora não se ouvisse o grito de "é campeã!" dos setores populares da arquibancada. Barros, o mais requisitado para fotos e entrevistas antes e depois do desfile, enfim se emocionou com o título. Na apuração, quarta-feira, com o resultado, ele se mostrou mais contido. Ele disse que a "ficha caiu". "Chorei muito hoje, percebi a dimensão de tudo o que fizemos."

A escola fez um trabalho notável de recuperação dos carros alegóricos e de fantasias e mais uma vez ofuscou as agremiações que passaram antes pela Sapucaí - Mangueira, Salgueiro, Vila Isabel, Beija-Flor e Grande Rio, pela ordem. "O Paulo Barros vai continuar conosco até quando ele quiser. Ele é quem dá as cartas", afirmou o presidente da Tijuca, Fernando Horta. Ele disse que o carnaval da Tijuca custou R$ 8 milhões e não quis adiantar qual será o enredo para 2011. "Com o título, quebramos uma barreira, a partir de agora todos vão nos ver como uma escola grande."

O casal de coreógrafos da comissão de frente da Tijuca, Priscila Mota e Rodrigo Neri, mais uma vez manteve o segredo da troca de roupas das bailarinas, a grande sensação do carnaval carioca de 2010. "Foram três meses de ensaios exaustivos. Agora quero descansar", comentou Rodrigo, irritado com o número de penetras na avenida durante o desfile da escola.

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