Embora ainda esteja em recuperação depois de ter sofrido, na última semana, uma crise de diverticulite aguda, a cantora Sandra de Sá tem fugido um pouco das prescrições médicas. Em seu camarim no camarote Bar Brahma, no sambódromo de São Paulo, onde fará nesta noite de show uma apresentação para cerca de mil pessoas, Sandra tem andado de um lado para o outro e faz questão de beber um champanhezinho à vezes, como ela mesmo disse.

O motivo de tanta animação tem uma explicação plausível: a cantora estreará a sua participação no carnaval paulistano. E, de acordo com ela, em sua escola do coração. "Amo a Leandro de Itaquera e vou entrar na avenida com muita energia", afirmou a cantora, enquanto arrumava no rosto os já de praxe óculos escuros. "Não tenho mais o enredo na ponta da língua. Já o tenho no coração", acrescentou.

Sandra foi convidada em outubro do ano passado por Leandro Alves Martins, presidente da escola, para integrar o time de puxadores do samba enredo. Desde então, virou presença constante nos ensaios da escola. "Para mim é uma honra desfilar no carnaval paulista, que vem crescendo cada ano mais", elogiou a cantora. "Eu vim para desmistificar a ideia de que carnaval só existe no Rio. Há carnaval também em São Paulo", disse.

Vestida com uma camiseta de lantejoulas vermelhas e um enfeite de penas preso à cabeça, a cantora fez questão de contar sobre a sua ascendência cabo-verdiana e falou sobre a sua identificação com a África, tema do camarote Bar Brahma no carnaval deste ano em São Paulo. "Todas as minhas músicas têm o swing africano. Todo o brasileiro tem um pouco da cultura negra", afirmou.

A cantora antecipou que, após o carnaval, começará a rotina de divulgação do seu novo álbum, África Natividade. "É um projeto muito importante no qual desde 2006 tenho trabalhado", revelou Sandra, fazendo questão de mostrar uma tatuagem que fez no braço esquerdo, em preto e vermelho, do nome do álbum. "É um disco onde procurei trabalhar todos os ritmos da música brasileira", esclareceu.

Quanto ao show de hoje à noite, no camarote Bar Brama, a cantora fez mistério sobre o repertório. "Não sei. O que vier na cabeça", brincou.

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