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Carnaval 2010: Mancha canta Vai brilhar, vai brilhar

Vai brilhar, vai brilhar. Com essas palavras o puxador da escola de samba Mancha Verde, o Vaguinho, acaba de iniciar seu desfile no sambódromo de São Paulo.

Agência Estado |

A escola traz para a avenida o enredo "Aos mestres com carinho, Mancha Verde ensina como criar identidade", que contará a história dos sistemas de ensino, a começar pelas escolas gregas, representadas pelo carro abre-alas. O abre-alas resgata a história do ensino da Grécia Antiga, com Platão e Sócrates.

O presidente da Mancha, Paulo Serdan, disse que a escola "vem para chegar", porque segundo ele o carnaval deste ano está muito equilibrado e será decidido "no chão". "Vai ganhar quem mostrar a melhor evolução, melhores fantasias e no canto. Esqueça essa história de alegorias gigantes para impressionar o público", afirmou pouco antes do começo do desfile.

E o que esperar da apresentação da Mancha Verde? "Sucesso", resume a rainha da bateria Viviane Araújo, fantasiada de gueixa.

A ideia do enredo veio com naturalidade para o carnavalesco Cláudio Cavalcante, mais conhecido como Cebola. Pelo terceiro ano à frente da escola, ele promete falar dos mestres de uma maneira universal, mas também pretende homenagear os baluartes que ajudaram a Mancha a criar sua identidade nesses 10 anos. A escola entra na avenida com cinco carros alegóricos e 3,5 mil componentes, divididos entre 23 alas.

A Mancha Verde é a quarta escola a entrar na avenida no primeiro dia de desfiles no sambódromo de São Paulo. A Mancha está no grupo especial desde 2005 e foi campeã entre escolas de samba desportivas em 2006 e 2007. No ano passado, falou sobre Pernambuco e ficou em décimo lugar na classificação geral.

Segue a letra do samba-enredo da Mancha Verde:

É mais do que educação (Mancha)
Guerreira, traduz o ensino em emoção
Transforma a história em fantasia
Representando a arte que inspira
A contemplar... Na Grécia a fonte do saber
Traçando assim a identidade, para o meu viver
Seguindo os caminhos da vida busquei
Na China, o segredo da alma encontrei

A mente e o corpo a equilibrar
Sagrada cultura milenar
Vi caravelas cruzando, mares continentes
Trazendo ao dono desta terra, a devoção

Pajé, pajé
Na beira da mata dançou...Ôôô
A sua cultura ensinou, encantou
A força da fé, para catequizar
O jesuíta trouxe de além mar

Numa folha qualquer
Escreve a arte que me faz sonhar
Mesmo perseguido, oprimido
Não se deixou calar!
Em meu Brasil, gigante menino, trilhou seu destino
Se renovando com a era digital
Aplausos aos mestres do samba
Docentes da escola de bambas
Me fez assim, orgulho do País
Estrela-mãe que me guia, "norma" da sabedoria
Sou eterno aprendiz... Puro balanço, samba de raiz

Eu bato no peito
Sou Mancha Verde até morrer
Aos mestres com carinho, vou cantar
Em Verde e Branco, eternizar

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