Carnaval 2010: Mancha apresenta desfile técnico

A Mancha Verde apresentou ao público no Sambódromo de São Paulo um desfile compacto e muito técnico, bem diferente do ano passado. A definição vem do carnavalesco Cláudio Cavalcante, o Cebola.

Agência Estado |

"Foi um desfile dentro dos padrões de julgamento, mas sem deixar de lado a irreverência. Quem quer ser campeão tem de fazer assim", disse.

A escola iniciou o desfile por volta das 3h15. A recepção do público não poderia ser melhor. Os foliões na arquibancada agitaram bandeiras com brasão da Mancha Verde, acenderam fogos luminosos e bateram palmas no ritmo do samba-enredo "Aos mestres com carinho, Mancha Verde ensina como criar identidade". Cerca de 3.500 componentes, divididos em 24 alas, contaram a história do ensino na humanidade. Começou com os gregos, representados pelo carro abre-alas de Sócrates e Platão. A alegoria espalhou papéis brilhantes e serpentinas com as cores da escola ao longo do desfile.

Depois passou pela civilização chinesa, com homenagem ao filósofo Confúcio. Como parte desse capítulo do enredo, estavam a bateria e sua rainha, Viviane Araújo, fantasiados de orientais. A gueixa, que antes do desfile previa sucesso para a escola, no final, cercada por seguranças e jornalistas cravou: foi um desfile perfeito.

Tanto que, no final, após a agremiação ultrapassar a linha amarela, em 64 minutos, na festa dos integrantes da Mancha já soou o primeiro grito de "É campeão" do carnaval de São Paulo. "Foi um desfile coeso, bem fechado. Fizemos uma apresentação sem nenhum problema. Tudo indica que fizemos um bom carnaval", disse o presidente da escola, Paulo Serdan.

Homenagem

O último carro - depois de dois que mostraram o ensino religioso nos tempos de Brasil Colônia e outro sobre educação no futuro, com uma criança gigante sentada na frente do computador - homenageou os baluartes do carnaval paulistano, os mestres que ensinaram a Mancha Verde a conquistar sua própria identidade. Uma delas foi a Dona Creuza, da Camisa Verde e Branco. "Estou me sentindo muito lisonjeada e muito feliz de estar sendo lembrada hoje. É o meu presente em homenagem aos 50 anos de carnaval", disse Dona Creuza. Ao lado dela, sentado em uma poltrona em cima do carro, estava o seu Nenê, da escola de samba da Vila Matilde que leva seu nome. Ele também se disse honrado pela homenagem, apesar de seu coração corintiano. "Verde, só aqui no carnaval. No futebol, sou Corinthians".

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