Carnaval 2010: Imperatriz mostra luxo e problemas

Com o enredo Brasil de todos os deuses, a Imperatriz Leopoldinense fez um desfile de luxo na Marquês de Sapucaí, mas apresentou problemas e foi recebida com frieza pelo público. O carro abre alas, longo e cheio de engrenagens, teve problemas para evoluir e abriu um buraco no desfile em frente aos jurados.

Agência Estado |

A verde e branca teve que correr no fim para não ultrapassar o tempo permitido.

A fé, no entanto, permaneceu com os componentes da escola, que acreditam que poderão retornar para o desfile das campeãs no próximo sábado. O carnavalesco Max Lopes, cujo enredo enalteceu a fé e as religiões, disse estar otimista. Elymar Santos, que há 25 anos desfila na escola, listou uma série de "coincidências" que, segundo ele, podem ajudar a garantir um bom resultado: Lopes era o carnavalesco em 1989, quando a escola faturou o primeiro lugar com o enredo "liberdade, liberdade". Além disso, assim como hoje (noite do domingo), naquele ano a Imperatriz foi a segunda a desfilar.

"O nosso enfoque principal é louvar a fé, o ser humano está perdendo a fé até no amor", disse Lopes. Do culto indígena ao deus Tupã ao catolicismo, sem esquecer o budismo, o islamismo e o sincretismo, o carnavalesco apostou no sincretismo para dar personalidade ao desfile da agremiação, que estava marcada pela assinatura de Rosa Magalhães, que foi para a União da Ilha após 18 anos de Imperatriz.

Os integrantes da escola mostraram na avenida por que o samba, com o refrão "A Imperatriz é um mar de fiéis", puxado por Dominguinhos do Estácio, é considerado um dos mais belos do carnaval 2010. Mas a animação dos componentes não foi suficiente para encantar o público, que não cantou junto.

Mesmo com os problemas que poderão tirar o campeonato da Imperatriz, o desfile, marcado por carros alegóricos grandiosos, teve belos momentos. A rainha da bateria, Luiza Brunet reluziu em fantasia prateada. O carro que representa a Índia trouxe gurus Hare Krishna que vivem em um templo no Rio. As fantasias destacavam-se pelo perfeito acabamento e criatividade.
Para Elymar Santos, é no acabamento perfeito dos carros alegóricos e das fantasias que os carnavalescos Max Lopes e Rosa Magalhães garantiram, no passado e agora, desfiles marcantes para a escola. "É essa qualidade que permanece, mesmo com a mudança do carnavalesco", observou ele.

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