Carnaval 2010: carro quase atrapalha Vila Maria

SÃO PAULO - A emoção foi forte para os dirigentes e integrantes da escola Unidos da Vila Maria, que encerrou o desfile exatamente no limite de tempo permitido, de 1h05. Depois de realizar uma apresentação classificada pelo presidente da escola, Paulo Sérgio Ferreira, como tecnicamente perfeito, quase escorregou ao ver um de seus carros alegóricos travar na dispersão, atrapalhando a saída da escola.

Agência Estado |

Mesmo contando com o auxílio de toda a equipe de apoio presente, o carro, um dos maiores da escola, demorou para ser retirado - uma ironia, uma vez que a escola apostou em imensos carros alegóricos para seu desfile, que teve como enredo a história do ferro.

Apesar do imprevisto, os carnavalescos não perderam a animação e não pararam de cantar o samba em nenhum momento. Até que, pontualmente aos 65 minutos de desfile, o portão se fechou. "Senti uma tremedeira quando vi o portão se fechar. Afinal, depois de ver 5 mil pessoas cantarem o samba da Vila Maria, não seria justo perder por causa do tempo", afirma o diretor e responsável pela cronometragem da escola, Marco Antonio Bianchini, que, visivelmente emocionado, tentava se livrar da gravata. "Com certeza, este ano vamos ser campeões. Se não for, não quero mais saber de carnaval", completou.

A emoção, o calor e o peso das fantasias também provocaram o desmaio de três integrantes da comissão de frente, assim que pisaram na área de dispersão da escola. Fantasiados de dragão, os carnavalescos não contiveram as lágrimas ainda no momento da concentração e, ao longo do desfile, mantiveram as fisionomias tensas, como se quisessem evitar erros. Assim que encerraram a apresentação, três deles tiveram de ser socorridos pelo serviço de emergência do Sambódromo.

Madrinha

Já para a madrinha da bateria, a dançarina Scheila Carvalho, grávida de 4 meses, o preparo físico garantiu um desfile tranquilo. Nem mesmo o salto alto e a fantasia apertada foram incômodos, segunda ela. 'Faço isso desde pequena e me preparei muito para estar aqui", afirma. Além do acompanhamento de um médico, Sheila contou com um monitor cardíaco para evitar que ela ultrapassasse a marca de 145 batimentos cardíacos por minuto. "Na hora do recuo da bateria, meus batimentos chegaram ao limite. Mas aí eu respirei e segui em frente", afirma. Do sambódromo, Scheila segue para Salvador, onde vai sair no bloco da colega Carla Perez.

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