Carnaval 2010: Bola Preta mantém tradição no Rio

No carnaval marcado pela fiscalização da prefeitura, o irreverente Cordão da Bola Preta tomou mais uma vez a avenida Rio Branco, no centro do Rio, mantendo a tradição. Centenas de milhares de pessoas se concentravam na região antes das 9 horas da manhã e seguiram da Cinelândia até a avenida Presidente Vargas, cantando marchinhas, antigos sambas-enredo e o hino do maior bloco da cidade, cujo refrão apregoa: lugar quente é na cama, ou então, no Bola Preta! As tradicionais camisetas brancas com bolas pretas foram as favoritas da multidão, mas muitos escolheram fantasias variadas e até formaram alas.

Agência Estado |

Um grupo de amigos de Santa Cruz, o bairro da zona oeste mais distante do centro da cidade, vestia lingeries e roupas de mulher: "Viemos fantasiados no trem lotado. Acordamos às 6 horas da manhã pra chegar cedo", disse o estudante Bruno Mitrana, de 21 anos. O advogado Paulo Allevato, de 55 anos, foi à rua criticando a corrupção, com uma caixa de panetone na cabeça e com notas de dinheiro falsas nas meias. Ao lado da mulher, que conheceu há seis anos no desfile do bloco, ele elogiou o esquema de segurança e a organização do carnaval de rua. "É ótimo ver a originalidade das fantasias, sem confusão, com mais policiamento e com mais banheiros", afirmou.

Apesar do aumento do número de banheiros químicos e mictórios, houve longas filas e alguns foliões foram flagrados urinando em muros e bancas de jornal. Ao menos nove homens e uma mulher foram detidos e levados para a 1ª Delegacia de Polícia (Centro). Mas a "esperteza" dos cariocas logo surgiu. Em uma das ruas da região, um grupo decidiu cobrar pelo uso dos banheiros químicos - que são públicos . Acabaram saindo do bloco antes da hora: foram detidos e levados para a delegacia.

A Guarda Municipal abriu caminho para a passagem do bloco e retirou vendedores ambulantes das ruas, o que facilitou a passagem dos foliões. As ruas paralelas à Rio Branco também foram tomadas por quem tentava contornar a multidão. A aglomeração era tanta que um grupo de turistas de Florianópolis, que tentou desfilar pela primeira vez, acabou sendo obrigado a fugir do trajeto inicial em busca de refúgio. "Nós entramos ali no meio e quase fomos arrastados! Precisamos sair pra tomar um ar, mas, mesmo assim, é muito bom", disse a funcionária pública Angelita Rodrigues, de 32 anos.

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