Carnaval 2010: blocos líricos levam poesia ao Recife

Não há quem não os ame. Eles fazem parte da alma do carnaval de Pernambuco.

Agência Estado |

Hinos e músicas famosas de suas agremiações são cantados a pleno pulmão por foliões que lotam os polos da festa no Recife e em Olinda. São os blocos de pau e corda, conhecidos como blocos líricos. Hoje eles foram os donos do carnaval recifense, cheios de encanto e poesia, com homenagem especial para o Bloco das Flores, fundado em 1920. A homenagem chegou a gerar certa controvérsia porque a agremiação saiu do ar em 1937, quando morreu Pedro Salgado, um dos seus fundadores.

Os mais antigos em atividade são o Madeira do Rosarinho e o Batutas de São José, de 1932. O Bloco das Flores retornou no carnaval de 2000, reativado por um grupo de amantes da agremiação, à frente sua presidente Jane Emirce de Melo. Feliz, antes de botar o bloco na rua, com suas fantasias inspiradas nos anos 20, ela justificou inteiramente a deferência ao bloco. "O Bloco das Flores foi o primeiro, ele revolucionou um tempo, um ritmo, até então a mulher não brincava na rua", lembrou.

Até o surgimento dos blocos líricos - ou blocos de pau e corda - o carnaval de rua era muito violento. Eles nasceram para que a elite e as famílias pudessem participar, com músicas românticas e inspirados no pastoril. São suas características o coral feminino, a orquestra de pau e corda - com instrumentos de corda e sopro - que executam os frevos de bloco, românticos, saudosistas ou que exaltam a cidade, e em ritmo mais compassado. As evoluções são mais suaves, sem o frenesi e os pulos do frevo de rua. À frente, o abre alas carrega o flabelo, diferente do porta estandarte.

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