Carnaval 2010: Beija-Flor presta homenagem a Brasília

A Beija-Flor de Nilópolis entrou na Avenida Marquês de Sapucaí para fechar a primeira noite dos desfiles do carnaval do Grupo Especial do Rio de Janeiro. A agremiação faz uma homenagem aos 50 anos de Brasília e leva à Sapucaí a história do povo que construiu a capital do País.

Agência Estado |

O escola utiliza oito carros alegóricos, distribuídos em 44 alas. O samba está por conta da voz do histórico intérprete Neguinho da beija-flor.

Além do resgate histórico, a escola faz uma homenagem em azul e branco aos homens responsáveis pela construção da cidade. Entre eles estão o arquiteto Oscar Niemeyer, o presidente Juscelino Kubitschek e os trabalhadores de diferentes regiões do País que foram para o Planalto Central erguer a nova cidade.

O grupo optou por deixar de lado os casos de corrupção. "A corrupção é brasileira, não brasiliense", afirmou Alexandre Louzada, um dos integrantes da Comissão de Carnaval responsável pelo enredo, semanas antes do desfile. A referência é feita ao governador licenciado do Distrito Federal, José Roberto Arruda, preso em Brasília acusado de ser o mentor de um esquema de corrupção.

Confira a letra do samba-enredo da Beija-flor:

"Dádivas o criador concedeu
Faz brotar num sonho divinal
O mais precioso cristal
Lágrimas, fascinante foi a ira de Tupã
Diz a lenda que o mito Goyás nasceu
O brilho em Jacy vem do olhar
pra sempre refletido em suas águas
A força que fluiu deste amor é Paranoá... Paranoá
Oh! Deus Sol em sua devoção
Ergueu-se no Egito fonte de inspiração
Pássaro sagrado voa no infinito azul
Abre as asas bordando o cerrado de Norte a Sul

Ah, terra tão rica é o sertão
Rasga o coração da mata desbravador!
Finca a bandeira nesse chão
pra desabrochar a linda flor

No coração do Brasil,
O afã de quem viu um novo amanhã
Revolta, insurreições, coroas e brasões
Batismo, num clamor de liberdade!
Segue a missão a caravana em jornada
Enfim, a natureza em sua essência revelada
Firmando o desejo de realizar
A flor desabrochou nas mãos de JK
A miscigenação se fez raiz
Com sangue e suor deste País
Vem ver...
A arte do mestre num traço um poema
Nossa capital vem ver...
Legião de artistas, caldeirão cultural!
Orgulho, patrimônio mundial

Sou candango, calango e Beija-Flor
Traçando o destino ainda criança
A luz da Alvorada anuncia!
Brasília, capital da esperança"

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