Carlos Minc aceita convite para ser novo ministro do Meio Ambiente

BRASÍLIA - O secretário de Meio Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, aceitou o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ser o novo ministro do Meio Ambiente, assumindo o cargo da senadora Marina Silva, que se demitiu na última terça-feira. A assessoria de Minc, que está em Paris, informou que ele aceitou ser o titular do ministério. O Palácio do Planalto não confirma oficialmente a informação.

Felipe Leal, repórter Último Segundo |

Após a saída de Marina, os nomes de Minc e do ex-governador do Acre, Jorge Viana, passaram a ser cogitados para a assimir a vaga. Na manhã desta quarta-feira, Viana conversou com o presidente, em Brasília, mas, segundo fontes do Planalto, Lula não ofereceu formalmente o cargo à ele. Logo depois do encontro com Viana, o presidente teria conversado por telefone com Minc. 

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A assessoria do Palácio do Planalto informou que Lula teria dito que esperava que o então secretário de Meio Ambiente do Rio pudesse colaborar com o governo. Em entrevista concedida à TV Globo News na manhã desta quarta-feira, em Paris, Minc afirmou que havia prometido "de pés juntos" ao governador Sérgio Cabral que não aceitaria o convite de Lula.

"Não conversei com o Lula, não conversei com a Marina e, com o Sérgio  Cabral, eu disse que a Marina tinha emitido uma carta e a única coisa que ele  me falou é o seguinte: 'o Lula vai me ligar, você me promete, de pés juntos, que você não vai para Brasília'. E eu prometi de pés juntos para ele que eu não vou para Brasília", disse Minc à emissora.

Convite foi feito na segunda-feira, diz deputado

Ouvido pela reportagem do Último Segundo, o presidente da Comissão de Defesa do Meio Ambiente da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, deputado estadual André do PV, informou que Minc recebeu o convite de Lula desde a última segunda-feira, um dia antes da saída de Marina, durante o anúncio das obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), para a construção do Arco Metropolitano no Rio.

Na solenidade, ele teria dito que "a única coisa que não queria era tomar o  lugar da Marina", disse o deputado. "Recei a saída da ministra como uma bomba atômica. Sabia que ela estava desgastada mas não acreditava que  iria ceder às pressões. A nomeação do Minc é um reconhecimento do trabalho que ele vem fazendo no Estado. E é bom para o Rio, pois ganhamos mais um ministro", avaliou.

O deputado acredita que Minc teria negado aceitar a vaga de início, por uma "estratégia de defesa". "Acredito que o Lula tenha sido pressionado pelo Viana, mas acabou escolhendo quem ele queria realmente", comentou.

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