Carla Bruni se diz magoada com as críticas a seu novo CD

A primeira-dama da França, Carla Bruni, afirmou nesta sexta-feira estar magoada com a frieza com que seu novo álbum foi recebido pelos críticos de seu marido, o presidente Nicolas Sarkozy.

AFP |

Meio milhão de pessoas se conectaram à web para ouvir o terceiro álbum da dublê de top model e cantora, "Comme Si De Rien N'Etait", colocado on-line antes de seu lançamento oficial, de acordo com a gravadora Naive.

Mas o álbum com sabor anos 60 foi motivo de críticas não muito favoráveis, principalmente por parte dos franceses que não simpatizam com Sarkozy.

"É claro que me magoa, mas também acho isso muito natural", declarou Bruni em entrevista a uma rádio.

"É compreensível que as pessoas confundam meu trabalho como artista e minha posição. Talvez se sintam ofendidas pelo fato da esposa de um chefe de Estado ter gravado um disco", explicou.

Bruni, 40 anos, disse ainda que seu marido foi quem mais a encorajou nesse período e é a Sarkozy que ela agradece na capa do disco.

"Ele me apóia muito, acredita muito no meu talento. Isso sempre me surpreendeu e sou muito grata por isso", acrescentou.

As vendas do disco ainda não entusiasmam as lojas especializadas, como a megastore FNAC, mas o setor acredita que vão melhorar à medida que Bruni aparecer nos principais programas do país para divulgar seu trabalho.

Uma pesquisa nos chats da internet mostra que Bruni realmente despertou a ira de muitos oponentes de Sarkozy.

"Não vou comprar, não vou ouvir, não vou baixar, nem que seja de graça", protestou um dos participantes do site Nouvelobs.com.

"Toda aquela notas com respiração pesada é um saco. Melhor dizer pra ela dar uma boa tossida e parar de fumar", comenta outro.

As opiniões da crítica especializada na França, no entanto, foram relativamente boas. Já os críticos britânicos não receberam tão bem o álbum.

The Times, por exemplo, comenta ironicamente que "talvez seja o melhor álbum já gravado pela esposa de um chefe de Estado".

Esse terceiro álbum de Carla Bruni se distancia do viés folk de seu início de carreira e é marcado por influências pop dos anos 60 com arranjos elegantes, constatou um jornalista da AFP nesta sexta-feira.

O álbum contém 14 músicas e dura 42 minutos. Carla Bruni é autora de muitas das letras, e algumas delas foram objeto de várias interpretações, dada a condição de primeira-dama francesa da cantora.

Uma delas, a da canção "Tu es ma came" (Você é minha droga), que faz um divertido paralelo entre o amor e o vício, foi motivo de um protesto do chanceler colombiano, Fernando Araujo.

"Tu es ma came/Plus mortel que l'héroïne afghane/Plus dangereux que la blanche colombienne" (Você é minha droga/Mais mortal que a heroína afegã/Mais perigosa que a branca colombiana), foi o trecho da música que desencadeou a polêmica.

pr.mc/dm/cn

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