Os deputados federais José Eduardo Cardozo e Arlindo Chinaglia (PT-SP), este último ex-presidente da Câmara (2007-2009), defenderam hoje a restrição do uso de passagens aéreas a parlamentares e assessores. Mas discordaram quanto ao aumento de passagens para os líderes de partido, conforme projeto que será votado na próxima terça-feira na Casa .

"As passagens não são uma forma de remuneração do parlamentar, mas uma forma de realização do mandato", afirmou Cardozo, destacando que não é favorável a nenhum tipo de "agrado" aos líderes partidários. "Não vejo razão para isso", afirmou o deputado sobre a proposta, que aumenta de quatro para cinco o número mensal de passagens para os líderes partidários.

Arlindo Chinaglia não considera esse aumento um agrado. "A discussão tem que ser feita em outro nível, porque o líder de bancada tem o trabalho de liderar, e é convidado para fazer reuniões fora do seu local de trabalho", disse. Para ele, o aumento de passagens para os líderes não interfere no resultado da votação. "Eu acho que o debate tem que ser feito antes mesmo de ocorrer a votação, têm que ser apresentados argumentos e defesas para que cada parlamentar ao votar saiba que está prestando contas à sociedade", concluiu.

Os deputados e outros líderes do PT participam hoje das atividades da caravana estadual do partido em Cubatão, na Baixada Santista.

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