Cantora Amanda Palmer faz escândalo com música sobre aborto

LONDRES ¿ A cantora americana Amanda Palmer, em turnê mundial após o lançamento de seu álbum Who killed Amanda Palmer? está sendo o pivô de um escândalo na Grã-Bretanha: as rádios e os canais de televisão estão censurando A música em que ela fala sobre o aborto.

AFP |

Na letra de "Oasis", a artista americana conta a história de uma moça que decidiu abortar depois de ter sido estuprada numa noite de bebedeira.

Somente a rádio BBC6, especializada em músicas alternativas, aceitou difundir a canção, mas uma única vez: dentro de uma longa entrevista com a cantora durante sua passagem por Londres.

"Quando abortei, levei meu namorado. Chegamos uma hora antes da consulta. Do lado de fora, havia aqueles chatos dos fundamentalistas cristãos. Tentamos ignorá-los": estas palavras da canção valeram à artista acusações por banalizar o aborto, ridiculariza a religião e não condenar o estupro.

Em seu jornal eletrônico (blog.amandapalmer.net), a cantora se defende dizendo que não quis chocar nem ferir ninguém, mas ela reivindica "a liberdade de rir de tudo".

"Escrevi esta música em 2002, sem pensar em maldade, mas me dizendo que a adolescente da qual falo existe e que não era crime falar dela", escreveu na quarta-feira, em nota divulgada na véspera de seu show em Londres.

Amanda Palmer lembrou que a BBC6 é uma entidade do grupo público BBC que censurou nos anos 1980 bandas britânicas como Sex Pistols e Frankie goes to Hollywood.

Em seu show em Londres, a cantora cantou a música na origem do escândalo em um tom triste e tímido, contrariamente à versão original, antes de reconhecer: "Eu não posso cantar assim... Se não podemos rir das desgraças da vida, é que a desgraça venceu".

No dia seguinte, a cantora se espantou com a dimensão do "caso Amanda Palmer": "E eu que achava que a Inglaterra fosse o país do humor negro!"

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