Cannes: documentário sobre Maomé tem exibição tranqüila

CANNES 16 MAI (ANSA) - A exibição do documentário Cest dur dêtre aimé par des cons (É difícil ser amado por imbecis), do jornalista francês Daniel Leconte, não causou nenhum tipo de tumulto em Cannes, como era temido.

Agência Ansa |

O filme fala sobre a publicação na França das charges do profeta Maomé dois anos depois de sua veiculação na Dinamarca, que provocou uma série de protestos por parte de muçulmanos. A União das Organizações Islâmicas Francesas acusou o diretor da publicação, Philippe Val, de blasfêmia, abrindo um processo contra ele.

Através de uma série de entrevistas e imagens de arquivo, Leconte relata os acontecimentos antes e logo depois do processo de Val.

Apesar do teor polêmico, o filme não causou manifestações calorosas, e nem mesmo encheu a sala de exibição.

Em depoimento ao filme, Val explica ter publicado as charges para demonstrar que os muçulmanos não são estúpidos e, portanto, capazes de rir como todo mundo. Para a comunidade muçulmana, a charge, que mostra Maomé com uma bomba no turbante, é perigosa porque coloca lado a lado islâmicos e extremistas.

Segundo o tribunal francês que julgou o caso, as charges não podem ser consideradas ofensivas e até mesmo a caricatura mais polêmica, de Maomé com a bomba no turbante, se encontra aos olhos da justiça, "nos limites da liberdade de expressão". (ANSA)

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