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Candidatura Skaf é inabilidade brutal , diz PT-SP

O presidente do PT paulista, Edinho Silva, fez duras críticas ao presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, que anunciou na última segunda-feira, em Pernambuco, a pré-candidatura ao governo de São Paulo pelo PSB.

Agência Estado |

"Fiquei surpreso com o Paulo Skaf ter se lançado candidato a governador. Na verdade, é a prova de uma inabilidade impressionante e brutal", disse Edinho à Agência Estado .

O presidente do PT em São Paulo considerou ainda "inacreditável" o anúncio de Skaf e lembrou que os dois partidos caminham para liderarem uma ampla coligação de oposição em São Paulo. "Isso não reflete a postura do PSB, que tem sido um partido prioritário do PT na formulação do projeto nacional; é a declaração de alguém que não acompanha a construção de um projeto em São Paulo", disse. "No mínimo, ele (Skaf) deixou claro que não quer conversa com o PT", completou.

Edinho afirmou, ainda, que o PT trata o PSB de forma diferenciada dos outros aliados em São Paulo e deu sinais que a posição do presidente da Fiesp pode atrapalhar as conversas. "É claro que o PT está dialogando de forma diferenciada com o PSB em São Paulo e não damos nenhum passo sem antes criar um espaço de diálogo com o PSB. E aí ele (Skaf) ignora todo o processo de conversa com o PSB e se lança candidato?", indagou.

A pré-candidatura de Skaf ao governo paulista deve centralizar o debate da reunião, marcada para sexta-feira em São Paulo, da coalizão política de oposição ao PSDB paulista, formada por oito partidos. Além do PT e do PSB a frente partidária tem ainda PDT, PC do B, PRB, PSC, PTN e PSL e conta com a adesão do PPL (Partido Pátria Livre), surgido do MR8, ainda sem registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O encontro será na sede do PSB, às 10 horas. "Vamos conversar para manter a base e fazer um esforço para que fique unida", disse Edinho.

Sabatinas

Paralelamente às negociações com outros partidos, o PT segue ouvindo os pré-candidatos da legenda ao governo paulista. Depois de ouvir o prefeito de Osasco, Emídio de Souza, e o ministro da Educação, Fernando Haddad, na segunda-feira, às 11 horas, será a vez do deputado federal Antonio Palocci ser sabatinado. O partido terá encontros ainda com o deputado federal Arlindo Chinaglia, com a ex-prefeita paulistana e ex-ministra do Turismo, Marta Suplicy, e com o senador Eduardo Suplicy.

Mesmo com o intuito de definir até março o nome do partido à sucessão de Serra, a direção estadual do PT avalia que uma candidatura depende das negociações na esfera nacional com o PSB. Se o deputado federal Ciro Gomes (PSB-SP) desistir da disputa à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o nome dele ganha força na disputa estadual, com o provável apoio do PT paulista, que não lançaria candidato.

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