Cinco dos seis congressistas que disputam as presidências do Senado e da Câmara receberam doações de campanha eleitoral, em 2006, de fornecedores que obtiveram recursos da União em 2008. As informações são do jornal ¿Folha de S. Paulo¿.

A reportagem do jornal cruzou dados do Tribunal Superior Eleitoral e do Portal da Tranparência, além de checar os números no Siafi, sistema de acompanhamento de gastos do governo.

Segundo a publicação, 35 empresas que fizeram doações aos candidatos receberam, juntas, R$ 602 milhões em contratos com o governo federal.

José Sarney (PMDB) foi o único que recebeu doação, mas cuja empresa não obteve recursos da União em 2008. O maior valor doado (R$ 548 mil) veio de seu próprio partido, em receita classificada como doação oculta.

Seu adversário, Tião Viana, registrou R$ 8 mil em doação oculta. Dezesseis de seus 44 doadores receberam, juntos, R$ 2,7 milhões da União em 2008. Ambos os candidatos negaram relação entre as doações e suas atuações no Congresso, segundo a reportagem.

Entre os doadores de campanha dos quatro candidatos à presidência da Câmara, há 19 empresas que receberam dinheiro da União em 2008. Aldo Rebelo (PC do B-SP), Ciro Nogueira (PP-PI), Michel Temer(PMDB-SP) e Osmar Serraglio (PMDB-PR) também negaram que tais doações estejam condicionadas a favores políticos.

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