Candidatos de Belém desconfiam da pesquisa eleitoral

Três candidatos que disputam a Prefeitura de Belém, há 12 dias da eleição, estão colocando sob suspeita de manipulação as pesquisas feitas na cidade pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope). Arnaldo Jordy (PPS), foi ao Ministério Público Federal (MPF) pedir para o órgão investigar o Ibope, criticando suposto favorecimento às candidaturas de Valéria Pires Franco (DEM-PSDB), com 20% das intenções de voto, e de Duciomar Costa (PTB), que aparece na frente, com 25%.

Agência Estado |

Duciomar também demonstra insatisfação com os números e já tentou, por duas vezes, impedir na Justiça Eleitoral que os resultados fossem divulgados. "Por onde eu ando, nas ruas, o que se vê é totalmente diferente daquilo que o Ibope mostra", afirmou Jordy. Ele diz que sua campanha cresce nas ruas, mas o resultado não aparece. Ele já teve 4% e agora atingiu 7%. Para o candidato, as pesquisas no Pará estão sendo "movidas por interesses econômicos" e estariam funcionando muito mais para "formar a opinião das pessoas" do que para retratar o sentimento das ruas.

A mesma opinião tem o ex-deputado federal e candidato José Priante (PMDB), que se diz o mais prejudicado pelas pesquisas. "Minha campanha só tem crescido, mas o Ibope disse na segunda pesquisa que eu estava com 11%, na terceira com 16%, empatado na margem de erro com o segundo colocado, e agora apareço com 12%", disse. Priante lembra que o Ibope também tentou manipular a eleição para governador do Pará, em 2006. O candidato favorito nas pesquisas, Almir Gabriel, chegou a ser apontado como vencedor ainda no primeiro turno. "Quem se elegeu, no final, inclusive com o meu apoio, foi a Ana Júlia", observou.

A única que não reclama do Ibope é Valéria Pires Franco, que sempre aparece ora liderando, ora empatada com Duciomar Costa. Os dois candidatos já foram aliados em eleições passadas. Valéria, ex-vice-governadora, pediu votos para eleger Duciomar prefeito. Hoje, ela confessa estar "decepcionada" com a administração dele.

O Ibope nega a manipulação de números, afirmando que o levantamento que faz junto aos eleitores é pautado por "critérios técnicos da ciência estatística". Segundo o Instituto, suas pesquisas representam a população em estudo, pois todos os grupos sociais e as várias regiões geográficas aparecem na amostra em proporção muito próxima à população pesquisada. "O resultado da pesquisa reflete fielmente o que encontramos na interlocução com as pessoas que entrevistamos."

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