Candidatos à presidência da Câmara usam verba extra

Os quatro candidatos à presidência da Câmara gastaram juntos, em 2007 e 2008, R$ 1,1 milhão de verba indenizatória - R$ 15 mil mensais que cada parlamentar tem direito para pagamento de gastos como combustível, viagens de trabalho, aluguel de escritórios, consultorias e material de ¿divulgação do mandato¿, entre outros. O benefício é opcional, mas a maioria utiliza, mesmo no recesso.

Agência Estado |

Com quatro anos de atraso em relação à Câmara, o Senado começou a divulgar em março de 2008 os gastos com a verba indenizatória. O petista Tião Viana (PT-AC), candidato à presidência, usou R$ 131.904,02 entre fevereiro e dezembro de 2008, média de R$ 11.991,27 mensais. Seu adversário José Sarney (PMDB-AP) ainda não prestou contas de dezembro. Entre fevereiro e novembro, gastou R$ 76 mil, média de R$ 7.600 por mês.

Em 2007, a Câmara pagou R$ 89 milhões em verba indenizatória. No ano passado, as prestações de contas somam R$ 85 milhões, mas há deputados que ainda não apresentaram os comprovantes de dezembro. Os quatro candidatos à presidência da Câmara e os dois do Senado não falam em mudanças na verba indenizatória. Segundo suas assessorias, eles não têm planos de alteração do valor e a maioria considera satisfatória e transparente a forma de divulgação dos gastos.

O peemedebista Michel Temer usou a maior parte dos R$ 238.421,57 gastos em verba indenizatória em 2007 e 2008 com aluguel e outras despesas do escritório político, em São Paulo. Segundo a assessoria de Temer, o escritório tem movimentação intensa, com presença constante de prefeitos e de políticos de vários Estados. O deputado Ciro Nogueira (PP-PI) usou os recursos principalmente para locomoção, hospedagem e alimentação. Em 2008, ele usou todos os R$ 180 mil a que tem direito e, em 2007, gastou R$ 10,61 a menos. Dos quatro candidatos, foi o único que não gastou recursos com aluguel de escritório político. Aldo Rebelo (PC do B-SP) gastou R$ 316.341,23 em verba indenizatória nos últimos dois anos e deu prioridade aos gastos com consultorias, assessorias, pesquisas e trabalhos técnicos. Ele não fez comentários sobre gastos com verba indenizatória. Não concorda com a insistência da imprensa em discutir salários e benefícios. Osmar Serraglio (PR), nome independente do PMDB, foi quem menos usou a verba entre os quatro. Gastou R$ 215.364,40 em dois anos, principalmente com combustíveis e lubrificantes.

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