O prefeito eleito de Porecatu, no norte do Paraná, Walter Tenan (PMDB), 51 anos, não conseguiu fazer campanha por quase um mês, não compareceu às urnas para votar e nem comemorou a vitória junto de seus eleitores. Ele somente ficou sabendo do resultado no Centro de Triagem, em Piraquara, na região metropolitana de Curitiba, onde está preso desde o dia 11 de setembro, acusado de participar de receptação de mercadorias ilegais, formação de quadrilha e estelionato.

Ele recebeu 2.801 votos, ou 31,52% dos votos válidos.

A prisão foi efetuada por policiais da Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas. Na época, a polícia encheu dois caminhões com eletrodomésticos em uma das lojas de Tenan, no município de Florestópolis. Segundo os policiais, os produtos seriam supostamente contrabandeados do Paraguai e revendidos a Tenan por 30% do valor da nota fiscal, que registraria os preços de mercado. Também foram apreendidas uma camionete e duas motocicletas.

O prefeito eleito nega todas as acusações. Seus advogados tiveram pedido de relaxamento de prisão negado no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), mas já ingressaram com novo pedido no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Eles vão juntar ao processo a informação de que Tenan foi eleito prefeito de Porecatu. "O motivo da prisão foi a garantia da ordem pública, como ele pode representar um perigo para a sociedade que o elegeu prefeito?", questionou o advogado Benedito de Souza Melo Neto.

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