BRASÍLIA - Candidato à presidência da Câmara, o deputado Michel Temer (PMDB-SP) espera receber o apoio formal do PDT ao seu nome na disputa pelo comando do parlamento nos próximos dias. De passagem por Brasília nesta segunda-feira, Temer disse que recebeu a sinalização do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, quanto à disposição do PDT de fechar apoio pela sua candidatura.

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É provável que eles venham conosco. Ele [Lupi] me disse que a tendência é o PDT fechar com nossa candidatura, o que será muito bom porque teremos uma união institucional de 12 partidos em torno do nosso programa, afirmou.

Com a adesão do PDT, a candidatura de Temer conta, em teoria, com votos de 393 deputados na eleição que vai ocorrer em dois de fevereiro. Serão precisos pelo menos 257 votos para eleger o novo presidente da Câmara.

Enquanto os parlamentares estão em recesso legislativo, Michel Temer intensifica a campanha por meio de telefonemas aos colegas. Agora é campanha e vamos esperar pelo dia 2 de fevereiro para ver o que acontece, disse o deputado.

Caso seja eleito presidente do parlamento, é possível que Temer deixe o comando do PMDB, apesar de não haver resolução que proíba o acúmulo das duas funções. De acordo com ele, o assunto vai ser discutido em reunião da Executiva Nacional do partido, após a eleição da Mesa Diretora. Meu mandato só acaba em março de 2010, então depois da eleição, vou pensar no que fazer. Agora é hora de fazer campanha por meio do telefone, afirmou.

Estão na disputa pela sucessão de Arlindo Chinaglia (PT-SP) na presidência da Câmara os deputados Aldo Rebelo (PCdoB-SP), Ciro Nogueira (PP-PI) e Osmar Serraglio (PR), candidato avulso do PMDB. É possível que até o dia 2 de fevereiro, o deputado Odair Zonta (PP-SC) se lance na corrida.

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