Apesar deestar no rol de cobertura dos planos de saúde, muitos deles se recusam a cobrir procedimento por videolaparoscopia

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A Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) iniciou uma campanha para que os planos de saúde passem a cobrir a operação de redução do estômago por meio de videolaparoscopia, procedimento feito com a ajuda de uma microcâmera que torna a cirurgia menos invasiva. A iniciativa conta com um abaixo assinado disponível no site da campanha Obesidade sem Marcas (www.obesidadesemmarcas.com.br).

De acordo com a SBCBM, a cirurgia bariátrica faz parte do rol de rotinas de cobertura obrigatória pelos planos, mas não está claro que pode ser realizada por videolaparoscopia. Segundo o presidente da SBCBM, Ricardo Cohen, muitos planos se recusam a cobrir a videolaparoscopia porque a operação não está descrita na lista de práticas obrigatórias. Mas, conforme Cohen, o Código de Ética Médica define que "é facultado ao prestador do serviço médico, com anuência do paciente, a melhor opção para seu tratamento".

"É inquestionável do ponto de vista da literatura médica que o acesso videolaparoscópico é o que há de mais moderno e de menos agressivo para a recuperação desse paciente", diz, em vídeo disponível na página da campanha. De acordo com a SBCBM, a videolaparoscopia respondeu por 35% das cirurgias bariátricas realizadas em 2010 no Brasil. Neste tipo de intervenção, em vez de abrir o abdome do paciente, o médico precisa apenas fazer de quatro a cinco incisões de 0,5 centímetro cada, por onde passam as cânulas e a câmera de vídeo.

A campanha também está nas redes sociais - Facebook, Orkut e Twitter. No portal da SBCBM, há ainda um link para a página da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), na qual o internauta poderá sugerir tratamentos e exames que devem constar na próxima atualização da listagem de procedimentos dos planos de saúde, programada para entrar em vigor em 2012. A consulta pública está aberta até o dia 15.

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