Campanha de Marina define coordenação e Eduardo Jorge é cotado

SÃO PAULO (Reuters) - O comando da campanha de sucessão presidencial da senadora Marina Silva (PV-AC) está reunido pela primeira vez neste ano para definir os coordenadores que atuarão nas diversas áreas de campanha. A própria Marina está em São Paulo para participar do encontro. Ao final das reuniões, na sexta-feira, o PV terá dividido o trabalho entre os 21 coordenadores que foram indicados em dezembro, metade pela própria legenda e metade pela senadora.

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"Cada um pode ficar com mais de uma área", disse à Reuters Marco Antonio Mroz, secretário nacional de Relações Internacionais do PV e um dos coordenadores.

Para o comando da campanha está sendo cotado o ex-deputado Eduardo Jorge, atual secretário do Verde e do Meio Ambiente do município de São Paulo.

Mroz disse que ainda não está definido se haverá um coordenador-geral, mas uma fonte ligada à campanha afirmou à Reuters que Jorge já tem a aprovação de Marina.

Jorge foi indicado para a secretaria pelo governador José Serra (PSDB-SP), quando ele administrava a capital paulista, e foi mantido pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM).

No PV desde 2003, Jorge é egresso do PT. Ele foi secretário de Saúde do município de São Paulo no governo de Luiza Erundina e no início da gestão de Marta Suplicy, ambas petistas.

Sua escolha para o posto poderia ser interpretada como um elo entre a campanha de Marina e os tucanos, o que os verdes negam.

"Nossa perspectiva é chegar no segundo turno. A ideia é não fazer parte dos dois projetos, que são mais do mesmo. Queremos construir outro caminho", disse Mroz.

Entre as áreas de atuação na campanha estão a administração, comunicação, financeira, política, e regionalização, neste caso para cuidar dos palanques estaduais.

O dirigente--economista e fundador do PV--admite que este período tem dificuldades, principalmente financeiras, uma vez que apenas a partir de julho é possível iniciar a arrecadação de recursos.

Marina tem 8 por cento na mais recente pesquisa de intenção de votos do Datafolha, liderada por Serra e pela ministra Dilma Rousseff (PT).

Os encontros dos coordenadores da campanha passarão a ser semanais e realizados em São Paulo.

(Reportagem de Carmen Munari; Edição de Natuza Nery)

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