Campanha de filme divulga número para denunciar presença extraterrestre nos EUA

LOS ANGELES ¿ Informações sobre a presença de não humanos, ligar para o número 1-866-666-6001, diz um dos anúncios que invadiram os Estados Unidos, do filme Distrito 9, uma genial campanha publicitária que provocou milhares de ligações informando sobre presenças de extraterrestres nas ruas do país.

Redação com EFE |

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Descrita como "única no gênero", história se passa na África do Sul e reflete apartheid

"Nas últimas duas semanas recebemos 33 mil ligações e 2.500 mensagens de voz sobre a presença de alienígenas", disse o presidente de marketing digital dos estúdios Sony, Dwight Caines, ao jornal Los Angeles Times.

Esta campanha publicitária, que lembra a psicose social criada por Orson Welles em "A Guerra dos Mundos", foi criada para o thriller de ficção científica "Distrito 9", dirigido por Neill Blomkamp e produzido por Peter Jackson ("O Senhor dos Anéis"), que tem estreia marcada para 14 de agosto nos EUA e, a princípio, 30 de outubro no Brasil.

Tudo começou há pouco mais de duas semanas, quando apareceram os primeiros anúncios em 15 grandes cidades dos EUA, com o desenho de figuras extraterrestres dentro de um sinal de proibição, como os anúncios de "Os Caça-Fantasmas", um dos grandes sucessos de Hollywood nos anos 1980. "Cuidado! Secreções não humanas podem corroer metal", afirma um dos cartazes.

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"Apenas para humanos", diz um dos
cartazes utilizados pelo filme

"Queríamos fazer algo provocativo, que criasse certo rebuliço", disse Marc Weinstock, presidente adjunto de marketing global da Sony, ao jornal. "Mas não tínhamos nem ideia de até que ponto poderíamos conectar com as pessoas", afirmou.

Primeiro passo para o sucesso

As campanhas de marketing foram, nos últimos anos, o principal trunfo de certos filmes que, posteriormente se tornaram enormes sucessos de bilheteria, como ocorreu com "A Bruxa Blair" (1999) ou o caso mais recente de "Cloverfield - Monstro" (2008).

"A Bruxa de Blair", apesar do baixo orçamento, faturou cerca de US$ 250 milhões e foi um sucesso graças, sobretudo, a uma campanha que fazia o público pensar que a história era real e que o filme era uma espécie de documentário, repleto de bruxaria, assassinatos e cerimônias sangrentas.

"Cloverfield - Monstro", cuja história os estúdios Paramount se recusaram a revelar, mas foram deixando pequenas pistas em portais na internet, arrecadou cerca de US$ 200 milhões, a partir de um custo de apenas US$ 30 milhões.

No caso da publicidade de "Distrito 9", um filme que também contou com orçamento de US$ 30 milhões, filmado em tom de documentário, todos os anúncios incluem o endereço do site do filme. Nele, as pessoas podem ver o trailer oficial e ter acesso a um plano detalhado sobre a zona de contenção dos alienígenas e as medidas de segurança que os humanos devem tomar.

"Em um mundo com alienígenas, qual seria a primeira medida tomada por um Governo para administrar sua existência neste planeta?", explicou Caines sobre o contexto do filme.

"Distrito 9" explora as repercussões sociais e geopolíticas da chegada de extraterrestres a Johanesburgo, na África do Sul, cidade de origem do diretor do filme. O longa mostra como eles são sequestrados pelas autoridades em uma espécie de apartheid ¿ regime de segregação racial ¿, tratados como refugiados e forçados a trabalhar para os humanos.

O filme é baseado em "Alive in Joburg", um curta-metragem de seis minutos, filmado em 2005 por Blomkamp. "Estes aliens são como o ET", afirmou o diretor à revista Empire. "Não são maliciosos, mas acidentalmente destrutivos", afirmou.

Jackson afirmou que "D-9" é "único no gênero". "Tem sequências dramatizadas e usa gravações domésticas. Mas não é como 'Cloverfield'. Não lembra nada que você tenha visto antes", completou.

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