RIO DE JANEIRO - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou que a campanha nacional de vacinação contra a rubéola, que começa neste sábado e vai até 12 de setembro, tem um esquema montado nos 121 municípios brasileiros de fronteira. ¿A idéia é vacinar 200 mil pessoas, entre brasileiros e estrangeiros que vão em direção a países latino-americanos¿, afirmou Temporão. ¿São populações com características distintas. Muitas moram em áreas de difícil acesso e a Funasa e os militares vêm fazendo essa vacinação¿.

Neste ano, a meta do Ministério da Saúde é vacinar mais de 70 milhões de pessoas em todo o Brasil. Segundo Temporão, o trabalho de vacinação de indígenas teve início em abril, numa iniciativa da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) com as Forças Armadas. O Ministério da Saúde informou que o programa brasileiro é considerado referência mundial pela Organização Pan Americana de Saúde e desperta a atenção de países como China, Índia e Líbano.

Ao abrir a campanha deste ano, em Jurujuba, no município fluminense de Niterói, Temporão pediu a participação de todos os brasileiros. É importante que todos se mobilizem, homens e mulheres, mesmo os que já tiveram a doença, para criar o que os especialistas chamam de imunidade coletiva.

Apenas no Rio de Janeiro, estima-se que serão vacinadas 7 milhões de pessoas durante as cinco semanas da campanha. Estarão disponíveis 8 milhões de doses de vacina nos 92 municípios fluminenses e mais de dez mil pessoas estarão envolvidas na vacinação, que será feita sempre das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira.

Em São Paulo, a expectativa da Secretaria de Estado da Saúde é que 2.9 milhões de crianças menores de cinco anos sejam vacinadas contra a poliomelite, e que outras 13,5 milhões de pessoas de ambos os sextos de 20 a 39 anos sejam imunizadas contra a rubéola.

No ano passado, os homens representaram 70% dos casos de rubéola registrados no país. Na campanha deste ano, serão duas frentes: a primeira, com a aplicação da vacina dupla viral (sarampo e rubéola) em homens e mulheres com idade entre 20 e 39 anos de todo o país. A segunda, com a aplicação da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) em pessoas entre 12 e 19 anos nos estados do Maranhão, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Minas Gerais e Mato Grosso. Toda a população indígena que vive em aldeias também deverá receber a vacina.

Segundo Andréia Ayres, da Gerência Estadual de Doenças Imunopreviníveis e de Transmissão Respiratória, as pessoas que tomaram a vacina no ano passado devem repetir a dose este ano, mas as mulheres em gestação não podem se vacinar.

"No dia 30 de agosto, teremos um dia central, com programação idêntica em todos os postos no Brasil inteiro. E depois do dia 12 de setembro, a campanha continua. As equipes vão identificar os locais em que permanecem indivíduos sem vacinação e oferecer a eles a vacina, informou Andréia. Ela lembrou que é preciso guardar o comprovante de vacinação e o adesivo que cada um vai receber ao participar da campanha. De acordo com Andréia, na última campanha, houve pouca vacinação de homens, que este ano são o principal alvo.

A rubéola é uma doença infecto-contagiosa causada por vírus que atinge principalmente as crianças. Provoca sintomas como febre, manchas pelo corpo, dor nas articulações, perda de apetite e tosse. Quando a pessoa infectada é uma mulher grávida, as conseqüências são mais graves: a doença pode provocar aborto ou o nascimento de crianças com síndrome da rubéola congênita, que pode causar deficiência auditiva, lesões oculares e alterações neurológicas.

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