Campanha contra colesterol ruim vai enfatizar dieta saudável

As estimativas da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) apontam que 40 milhões de brasileiros têm níveis altos de colesterol ruim (acima de 200 mg/Dl), mas somente 200 mil estão em tratamento. Se não combatido, problema pode resultar em enfartes, insuficiência vascular e derrames.

Agência Estado |

Aproveitando o Dia Nacional do Combate ao Colesterol e, já que a alimentação é fator determinante, as campanhas preventivas que serão lançadas em quase todo o País vão alertar sobre a importância de manter uma dieta saudável.

No organismo, explica o médico do Incor e diretor da SBC Rui Dias dos Santos, o chamado colesterol ruim (LDL) prejudica a capacidade do fígado em absorver gordura, o que entope as artérias. “Os homens são os mais suscetíveis aos problemas porque, durante uma fase da vida, as mulheres ficam protegidas pelos hormônios. Mas não há diferença entre os sexos na opção por um estilo de vida saudável”, diz.

No entanto, para quem não vai dispensar uma bela refeição comemorativa no próximo domingo, Dia dos País, um alívio: “Um dia só não é nocivo”, ameniza Daniel Magnoni, diretor do serviço de nutrição do Hospital do Coração. “Só não dá para se esbaldar todo final de semana. Se você pensar os sábados e domingos somam 104 dias do ano e não podem ser descartados na hora dos cuidados com a alimentação”, completa o médico Raul Santos.

O cardiologista do Centro de Medicina Preventiva do Hospital Albert Einstein, Jairo Neubauer Ferreira, também dá a dica para o fazer o prato do papai sem culpa. “A melhor estratégia é fazer um prato colorido, porque é um termômetro de equilíbrio nutricional. Antes das carnes vermelhas, é bom comer uma variedade de saladas, já que as fibras das verduras protegem o fígado do colesterol ruim.” A orientação para o restante do ano é fazer exames anuais de avaliação, principalmente para quem tem mais de 40 anos.

Outro lado

O colesterol tem seu lado bom e o ruim, explica o cardiologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Francisco Fonseca. “Existem dois ‘transportadores’ de colesterol. Um, chamado de LDL, é prejudicial, pois leva gordura para as células e pode entupir as veias do coração. O segundo, HDL, faz justamente o caminho inverso e elimina as placas gordurosas do sangue”, explica o especialista. Além da influência genética, a alimentação é determinante do LDL. Já os exercícios físicos ajudam a melhorar o HDL.

Fernanda Aranda

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