Campanha com Gisele Bündchen pode ficar até 45 dias no ar

Este é o tempo que conselho de ética do Conar deve levar para julgar processo, aberto hoje à tarde, sobre propaganda de lingerie

Fred Raposo, iG Brasília |

Agência Câmara
A ministra Iriny Lopes (Secretaria de Políticas para as Mulheres), pediu a suspensão da propaganda que traz a top Gisele Bündchen em roupas íntimas
Questionada pelo governo , a campanha “Hope ensina”, estrelada pela modelo Gisele Bündchen , pode ficar até 45 dias no ar. O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que este é o tempo que seu conselho de ética deverá levar para julgar pedido de suspensão da propaganda.

O Conar disse que o processo contra o comercial de lingerie foi aberto por volta das 16h30 de hoje, com base em reclamações de consumidores. O conselho afirmou ter recebido, desde ontem, pelo menos 15 denúncias relacionadas à propaganda com a top brasileira. A Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), ligada à Presidência da República, também pediu a suspensão da propaganda. Mas o ofício da SPM ainda não chegou ao Conar.

Segundo a assessoria do conselho, a única possibilidade de antecipar a suspensão da campanha é por meio de liminar do relator do processo, que ainda será definido. Nos filmes, a top Gisele Bündchen veste apenas sutiã e calcinha em situações que, de acordo com a marca de lingerie Hope, reforçam o slogan “Você é brasileira. Use seu charme”.

Também diz que contratou a modelo brasileira, que tem carreira internacional, "para evitar que fôssemos analisados sob o viés da subserviência ou dependência financeira da mulher". A SPM, no entanto, classifica a propaganda como “sexista” e “discriminatória”. Em nota, a assessoria de imprensa de Gisele Bündchen afirmou considerar que a campanha “se tratava de uma sátira, uma brincadeira” .

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