Campanha alerta sobre necessidade de proteção solar no inverno

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD-SP) e o Grupo Brasileiro de Melanoma (GBM) foram a Campos do Jordão (SP), a 1.628 metros de altitude, na Serra da Mantiqueira, para prevenir as pessoas da necessidade de proteger a pele mesmo durante o inverno.

Agência Estado |

"O conceito sobre fotoproteção já está bem sedimentado para o verão. Neste momento, precisamos divulgar a importância da proteção solar também no inverno, em dias nublados e em locais de altitudes”, reforça o presidente do GBM e professor do Departamento de Dermatologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Mauro Enokihara.

A primeira fase da campanha de Prevenção do Melanoma “Ação nas Montanhas”, realizada durante o feriado de Corpus Christ, abordou cerca de 6 mil pessoas, além de ter distribuído mais de 20 mil folhetos em 78 pontos da cidade. A segunda fase da campanha começou esta semana e vai até o dia 27. Além da distribuição de folhetos, será montado um stand no centro da cidade para divulgar informações de prevenção.

De acordo com a pesquisa do Programa Nacional de Controle ao Câncer de Pele no Brasil da Sociedade Brasileira de Dermatologia, em 2007, mais de 21 mil pessoas afirmaram que não se protegem quando se expõem ao sol; 67,7% do total de entrevistados.

O presidente da SBD-SP, Dilhermando Calil, lembra que as altitudes mais altas favorecem a maior incidência dos raios ultravioletas do sol (UVA e UVB) na pele. "Os problemas causados pela exposição solar desprotegida, que muitas vezes só se revelam a médio ou longo prazo, podem e devem ser evitados, bastando utilizar sempre filtros solares, além de outros fatores de proteção como boné, chapéus e roupas adequadas”.

Ação

A radiação ultravioleta, que faz parte da luz solar que atinge a Terra, penetra profundamente na pele e desencadeia reações imediatas como as queimaduras solares, alergias e o bronzeamento. Os raios também provocam reações tardias, devido ao efeito acumulativo da radiação durante a vida, causando o envelhecimento cutâneo e as alterações celulares que, por meio de mutações genéticas, predispõem ao câncer de pele, sendo o melanoma o tipo mais grave.

A radiação UVA não causa queimaduras como a dos raios UVB, mas provoca a pele. Portanto, o sol de inverno que parece não causar problemas também está favorecendo, principalmente, o envelhecimento precoce e o surgimento do câncer de pele.

Liliam Rana

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