Campanha alerta que 10 milhões sofrem com problemas renais no País

Um levantamento da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) mostra que cerca de 10 milhões de brasileiros sofrem com doenças renais, mas a maioria (60%) não sabe que tem o problema. Desse total, 2 milhões são portadores de Doença Renal Crônica (DRC), que pode indicar um estágio mais avançado da doença.

Agência Estado |

Como parte da campanha de prevenção que acontece hoje em todo País, para marcar o Dia Mundial do Rim, o Hospital do Servidor Público Estadual realiza exames de dosagem de glicose e teste de urina para detectar o risco de doença.

"Como os sintomas só aparecem na fase final da doença, a grande maioria descobre quando já precisa se submeter às sessões de diálise ou necessita de um transplante", alerta o médico nefrologista Daniel Rinaldi, secretário da SBN e membro do comitê de prevenção da associação. A campanha Previna-se, da SBN, já alcançou mais de 2,5 milhões de pessoas e, além dos exames, distribui hoje em parques, escolas e outros pontos de grande circulação na capital paulista folhetos explicativos sobre doenças renais.

O rim é o órgão responsável por eliminar substâncias tóxicas do nosso organismo, além de regular a pressão arterial, filtrar o sangue, produzir hormônios e controlar a quantidade de sal e água no corpo. "Os principais sinais de mau funcionamento dos rins são pressão alta, proteína e ou sangue na urina, palidez cutânea, fraqueza, inchaço", explica Maria Alice Fernandes de Barcelos, nefrologista do Hospital 9 de Julho, de São Paulo.

Paciente com diabete, hipertensão, problemas cardiovasculares ou idosos devem pedir ao médico exames de urina e dosagem de creatinina no sangue, que podem indicar uma lesão renal em fase inicial. "Quando o problema é detectado no início é feito o controle e ainda é possível a regressão da doença. Na fase final, mesmo com o transplante, o paciente passará a tomar medicamentos para evitar a rejeição do órgão por toda sua vida", lembra o nefrologista.

Também aqueles que possuem histórico familiar de doença nos rins devem pedir ao médico para realizar os exames com mais frequência. Segundo Rinaldi, uma pessoa que não está no grupo de risco deve fazer o exame de sangue e urina uma vez por ano; aqueles correm o risco precisam fazer a cada três meses. "Existem 90 mil pacientes no País de diálise e 35 mil transplantados. Apesar desse número ter aumentado nos últimos anos, acreditamos que ele deveria ser de 150 mil. Acredita-se que muitas pessoas estão morrendo antes de serem diagnosticadas e tratadas", afirma Rinaldi.

Líliam Raña

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