Caminhoneiros ameaçam greve contra rodízio em SP

Descontentes com a inclusão dos caminhões no rodízio municipal e também com as restrições de carga e descarga das 5 às 21 horas na área do centro expandido - anunciadas na semana passada pela Prefeitura de São Paulo -, os cerca de 50 mil caminhoneiros autônomos da capital paulista ameaçam paralisar as atividades, caso não sejam ouvidos pela Prefeitura.

Agência Estado |

A mobilização contra as novas regras não pára por aí: hoje, o Sindicato das Empresas de Carga (Setcesp) deve divulgar um manifesto contra as medidas anticaminhão.

As duas entidades reclamam que não foram ouvidas pelo governo municipal, que teria imposto as restrições ao setor, fundamental para o abastecimento da capital.

Não vamos aceitar isso. Se a pessoa é dona de um caminhão, como é que vai trabalhar sendo impedida de entrar no centro e ainda mais tendo de obedecer um dia de rodízio?, questiona Bernabé Rodrigues, o Gastão, diretor do Sindcam, que representa os autônomos (proprietários de pequenos caminhões, que geralmente prestam serviços a empresas).

Se a Prefeitura não nos atender, podem esperar o pior. Não queremos fazer isso (greve) e somos favoráveis às medidas, mas todos têm de ser ouvidos. Para o Sindcam, a solução é a criação de bolsões de caminhões. Poderíamos trabalhar articulados com o comércio, para fazer a distribuição noturna das cargas, a partir desses pontos, diz Rodrigues.

Amanhã, os representantes do comércio varejista de São Paulo vão propor ao prefeito, Gilberto Kassab (DEM), a flexibilização das medidas. Na pauta da reunião estão um pedido de liberação da circulação dos veículos urbanos de carga (VUCs), que tem até 6,3 metros de comprimento e críticas ao horário de carga e descarga, que pode ir contra a Lei do Silêncio nas áreas residenciais. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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