Caminhões de supermercado tem trânsito livre em vias do Rio

RIO DE JANEIRO ¿ Somente caminhões de supermercado devidamente caracterizados estão sendo autorizados pela Guarda Municipal a circular por áreas restritas de carga e descarga em 26 vias do Rio. Os demais veículos, inclusive os que transportam bebidas e refrigerantes, estão sendo multados

Redação |

A Guarda Municipal segue orientação do Tribunal de Justiça do Rio, que suspendeu, nesta quarta-feira, o decreto da prefeitura que proíbe o acesso de caminhões, das 6h às 10h e das 17h às 20h, em diversos pontos das zonas Norte, Sul, Barra da Tijuca e Centro do Rio. O decreto foi suspenso após a Associação dos Supermercados do Estado do Rio (Asserj) ter entrado com liminar na Justiça.

De acordo com o inspetor do 1º Grupamento Especial de Trânsito da Guarda Municipal, Itaharassi Júnior, apenas caminhões com a logomarca dos supermercados estão sendo autorizados a circular. Os demais estão sendo impedidos. Além dos veículos ligados aos supermercados, aqueles que transportam combustíveis destinados a aeroportos e portos estão com o tráfego liberado.

Segundo o inspetor, menos condutores tentaram furar os bloqueios na manhã desta quinta-feira. A cada dia está diminuindo o número de caminhões. Vamos continuar orientando e autuando aqueles que forem flagrados em área delimitada, informou. Equipes da Guarda Municipal estão de prontidão em pontos como o cruzamento das avenidas Francisco Bicalho e Pedro II, nas proximidades da Avenida Brasil, na Praça da Bandeira e no Centro do Rio.

Os agentes foram orientados a multar vans, Kombis e caminhonetes que estejam transportando a carga dos caminhões, como forma de burlar a fiscalização. A Secretaria Municipal de Transportes alega que o fluxo de trânsito melhorou em 20% depois de adotada a restrição da circulação dos caminhões, prevista no decreto municipal 29.231, de 25 de abril.

Associação de Supermercados pede seis meses para adequação

O presidente da Associação dos Supermercados do Rio (Asserj), Aylton Fornari, que encaminhou a liminar pedindo a suspensão da restrição à Justiça, disse que são necessários seis meses para haver adequação no comércio. Nos foi dado apenas cindo dias úteis para nos organizamos, o que é absolutamente impossível. Pedimos ao tribunal que o prazo de vigência seja prorrogado porque mudar a logística dessa forma, numa cidade como o Rio, é inviável, criticou.

Fornari disse concordar com o decreto, mas que é necessário que ele permita brechas para serviços essenciais, como o transporte de produtos perecíveis. Nós tratamos com alimentação e diversos produtos precisam ser consumidos rapidamente, é necessário que haja exceções, pois há coisas que não podem deixar de funcionar. Pretendemos reduzir nossa frota de caminhões entre 50% e 60%, mas na totalidade não é viável, informou.

Leia também:

    Leia tudo sobre: transito

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG