Camelôs realizaram outra manifestação na manhã de hoje, na Rua 25 de Março, no centro de São Paulo, no segundo dia de fiscalização feita pela Guarda Civil Metropolitana (GCM). Diferentemente de ontem, o protesto foi pacífico.

Os vendedores ambulantes fizeram um "apitaço" por volta das 9 horas e, para controlar a situação, policiais militares se reuniram com os manifestantes. Ontem, oito pessoas foram presas, um guarda ficou ferido e um carro foi apedrejado.

A quantidade de produtos falsificados apreendidos até o meio da tarde de hoje superava o total apreendido na fiscalização anterior, elevando de 320 para 400 sacolas de mercadorias - em sacos de 100 litros cada. Entre as apreensões estão brinquedos, roupas, caixas de som, chapéus e produtos perecíveis, segundo informou a Secretaria Municipal de Segurança Urbana.

Se não conseguirem trabalhar na região da Rua 25 de Março, no centro de São Paulo, por causa da fiscalização, os camelôs prometem tumultuar as vendas na melhor época do ano, quando o número de visitantes ali chega a 1,2 milhão por dia. "Queremos o direito de trabalhar no fim do ano porque todo mundo precisa pagar as contas e sustentar a família", afirma Juarez José Gomes, de 60 anos, do Movimento dos Ambulantes.

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