Camelôs de SP pedem a criação da CPI dos fiscais

Cerca de 200 camelôs protestaram ontem contra a corrupção e pelo direito de trabalhar nas ruas do Brás, na zona leste da capital paulista. A manifestação terminou na Câmara dos Vereadores, no centro da cidade.

Agência Estado |

Carregando faixas e notas de dinheiro, os ambulantes pediram a saída do subprefeito da Mooca, Eduardo Odloak, e a abertura de uma comissão Parlamentar de inquérito (CPI) para investigar o esquema de cobrança de propina na região.

Ontem os vereadores já haviam recolhido 14 das 19 assinaturas necessárias para entrar com pedido de abertura da CPI, segundo o vice-presidente da Câmara Adílson Amadeu (PTB). Caso consigam, precisarão esperar o fim do recesso parlamentar, marcado para 6 de agosto, para colocar a proposta em votação. “Vamos fazer uma investigação mais abrangente, levantando quem são os funcionários envolvidos e o que eles faziam”, afirmou Amadeu.

Propina - Na sexta-feira, a Polícia Civil prendeu 11 pessoas acusadas de participar de um esquema de cobrança de propina a camelôs ilegais no Brás durante a Operação O Rapa. De acordo com o Ministério Público, que deu início às investigações, dois grupos funcionariam dentro da Subprefeitura da Mooca e seriam comandados pelo agente de fiscalização Edson Alves Mosquera e Georges Marcelo Eivazian, assessor político do subprefeito. Segundo as investigações, eles recebiam mais de R$ 1 milhão por mês dos camelôs irregulares. Os dois grupos atuavam de forma semelhante a dos integrantes da máfia dos fiscais, desbaratada em 1998. As informações são do Jornal da Tarde.

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