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Câmbio ajuda indústria de SP, mas cenário é pessimista

SÃO PAULO (Reuters) - A receita maior com exportações de veículos, em razão da alta do dólar, permitiu um resultado razoável da atividade industrial de São Paulo em outubro, mas os prognósticos para novembro são pessimistas devido ao impacto da crise financeira mundial. A avaliação é da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que nesta quinta-feira divulgou que a atividade do setor cresceu 0,2 por cento em outubro sobre setembro, com ajuste sazonal, e 4,6 por cento ante igual mês de 2007.

Reuters |

O Sensor da Fiesp para novembro --um indicador antecedente que avalia o humor do empresário no mês corrente--, no entanto, apresentou forte deterioração, passando para 42,5, frente a 50,2 em outubro.

Foi a primeira vez desde janeiro de 2007 que o Sensor caiu abaixo da linha de 50, que divide contração de expansão.

"O resultado de outubro foi razoável, dada a atmosfera de crise. Quando olhamos esse crescimento, vemos que ele foi determinado pelas vendas reais e percebemos que o crescimento mais efetivo foi no mercado externo, o que é altamente influenciado pelo câmbio", disse Paulo Francini, diretor econômico da Fiesp.

As vendas reais da indústria cresceram 4,7 por cento mês a mês, sem ajuste sazonal, e 8,6 por cento na comparação anual. As vendas internas na moeda local subiram 2,8 por cento na relação mensal e as externas, 15 por cento.

O setor que mais evidenciou a influência do câmbio foi, segundo Francini, o de Veículos automotores, cuja expansão da atividade foi de 1,4 por cento em outubro sobre setembro, com ajuste.

NOVEMBRO

Francini não fez previsão para a atividade do setor em novembro, mas frisou que os dados do Sensor apontam um mês ruim. Todos os componentes do indicador --mercado, vendas, estoque, emprego e investimento-- recuaram para abaixo do patamar de 50.

"Os números são um prenúncio de que a atividade vai se reduzir", estimou.

"A atividade econômica como um todo vai sofrer uma deterioração. Não dá para falar por quanto tempo... Tanto quanto durar a crise."

No ano, a atividade da indústria paulista acumula expansão de 7,5 por cento e nos últimos 12 meses, de 7,7 por cento.

(Reportagem de Vanessa Stelzer)

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