A Construtora Camargo Corrêa divulgou nota no fim da manhã de hoje sobre a operação da Polícia Federal denominada Castelo de Areia, que tem como alvo esquemas de suposta lavagem de dinheiro, fraude em licitações, formação de quadrilha e evasão de divisas envolvendo a empresa, além de apurar suposta contabilidade paralela para doações ilícitas a campanhas políticas. De acordo com a nota, a construtora manifesta sua perplexidade diante dos fatos ocorridos hoje pela manhã, quando a sua sede em São Paulo foi invadida e isolada pela Polícia Federal, cumprindo mandado da Justiça.

Até o momento a empresa não teve acesso ao teor do processo que autoriza essa ação".

A operação deflagrada pela PF acusa quatro diretores e duas secretárias da Construtora Camargo Correa, além de quatro doleiros, de movimentar dinheiro sem origem lícita aparentemente através de empresas de fachada e operações conhecidas como dólar-cabo. Foram expedidos 10 mandados de prisão e 16 mandados de busca e apreensão.

Em resposta à acusação, a Camargo Corrêa ressalta na nota que "cumpre rigorosamente com todas as suas obrigações legais, gerando mais de 60 mil empregos no Brasil e em 20 países em que atua". A empresa alega também "que confia em seus diretores e funcionários e que repudia a forma como foi constituída a ação, atingindo e constrangendo a comunidade Camargo Corrêa e trazendo incalculáveis prejuízos à imagem de suas empresas".

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