Câmara vai criar comissão de sindicância para investigar deputado dono de castelo

BRASÍLIA - O corregedor da Câmara dos Deputados, deputado ACM Neto (DEM-BA), anunciou nesta quarta-feira a criação de uma comissão de sindicância para investigar o caso do deputado Edmar Moreira, de Minas Gerais, que atualmente está sem partido. Ele é acusado de usar notas fiscais da sua própria empresa para justificar gastos com a verba indenizatória ¿ benefício pago aos deputados para ressarcimento de gastos do trabalho parlamentar.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

Os membros da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), os deputados José Eduardo Cardoso (PT-SP), Osmar Serraglio (PMDB-PR), Flávio Dino (PCdoB- MA) e Regis de Oliveira (PSC-SP), vão fazer parte da comissão.

De acordo com ACM Neto, essa comissão será importante porque esta é a primeira vez que a Corregedoria da Câmara irá analisar o caso de um deputado que usou dinheiro da verba indenizatória irregularmente. Precisamos do máximo de respaldo jurídico para que seja um resultado justo.

Às 18h desta quarta-feira, os deputados da comissão de sindicância vão se reunir para escolher qual deles será o relator do processo e definir prazos para finalização dos trabalhos.

Denúncias

Nesta segunda-feira, Edmar Moreira entregou sua defesa à Corregedoria. De acordo com representação impetrada pelo Psol, Moreira gastou R$ 90,6 mil em verba indenizatória em 2007 e ainda R$ 140 mil em 2008. Cerca de 65% desse dinheiro teria sido usado com serviços de segurança da empresa do deputado.

Ele também é acusado de não declarar no Imposto de Renda um castelo em Minas Gerais avaliado em R$ 25 milhões e ainda de apropriação indevida de INSS dos empregados de sua empresa. Moreira nega todas as acusações.

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