A votação da proposta de emenda constitucional de reforma tributária no plenário da Câmara deverá ficar para depois das eleições municipais. Líderes da base, que se reuniram hoje, já descartam a votação do projeto neste semestre.

Segundo o líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), na melhor das hipóteses o parecer do relator, deputado Sandro Mabel (PR-GO), poderá ser votado na comissão especial que analisa a proposta na Câmara antes do recesso parlamentar, que começa no dia 18 de julho.

"Vamos travar um bom debate sobre o assunto nas eleições municipais e deixar a votação para quando voltarmos das eleições", afirmou Henrique Eduardo Alves. O líder do PT, Maurício Rands (PE), afirmou que, tecnicamente, ainda haverá tempo para votar a reforma neste semestre. No entanto, não incluiu a proposta na lista dos projetos que os líderes da base escolheram para compor a pauta do plenário até o recesso. Só deverão entrar na pauta projetos que não sejam polêmicos e que não provoquem desgaste político aos deputados em ano eleitoral. Entre os projetos escolhidos estão a lei do turismo, o que amplia a licença gestante o que trata de pequenas empresas.

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