Câmara restringe uso de verba para passagens aéreas

BRASÍLIA (Reuters) - A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decidiu nesta quinta-feira diminuir e restringir o uso de créditos para a compra de passagens aéreas pelos parlamentares, além de instalar pontos eletrônicos para controlar as atividades dos servidores da Casa. As medidas foram tomadas pelos parlamentares em meio a uma onda de denúncias sobre a má utilização desses benefícios e a contratação de funcionários que não comparecem ao trabalho.

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"Já mandei fazer um estudo para a implantação do ponto eletrônico com identificação digital para todos os servidores", disse o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP).

A Mesa Diretora da Casa reduziu em 20 por cento o crédito referente às passagens aéreas. Até agora, cada deputado tinha direito a um crédito mensal que variava de 4.253,91 reais a 16.938,44 reais, dependendo da distância entre seu Estado de origem e Brasília.

O colegiado também restringiu o uso do crédito aos parlamentares, seus cônjuges, dependentes legais e à atividade parlamentar. Os deputados não detalharam, no entanto, o que será considerado "atividade parlamentar".

Temer colocará ainda em votação proposta da Mesa para alterar os horários de trabalho no plenário da Casa. A sessão plenária ordinária deve passar a ser de 12h às 19h. Atualmente, ela começa às 14 horas.

(Texto de Fernando Exman; Edição de Carmen Munari)

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