A exemplo do Senado, a Câmara contratou no passado uma consultoria da Fundação Getúlio Vargas (FGV) para a elaboração de um estudo para cortar gastos. Em 2006, o então presidente da Casa, Aldo Rebelo (PC do B-SP), buscou na fundação proposta para diminuir as despesas com os deputados.

A FGV fez então um trabalho conjunto com um grupo da própria administração da Câmara, que já tinha um projeto prévio sobre cortes. O contrato custou em torno de R$ 140 mil, e a proposta, no entanto, não chegou a ser implantada.

Em 2006, Aldo buscava uma forma de equiparar o salário dos deputados ao dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o que aumentaria em torno de 91% o valor de R$ 12 mil pago mensalmente na época. Para isso, no entanto, era necessário apresentar uma contrapartida diminuindo os custos da Casa com os parlamentares. O relatório final propôs a fusão de alguns benefícios. A cota postal e telefônica, a cota de passagens aéreas e a verba indenizatória passariam a formar a Cota de Despesa Parlamentar (CDP), que simplificaria os procedimentos sem aumento de valor. O grupo de trabalho da própria Câmara propunha que, junto com a fusão, fosse feita uma economia de 20% nos gastos, à época, com esses benefícios.

“A economia a ser obtida com a unificação das duas cotas e a verba indenizatória poderá chegar, justificadamente, a 28,35%”, avaliava o estudo. “Esse porcentual é equivalente a R$ 57.785.000, passando do total atual das cotas de R$ 192.617.000 para R$ 134.832.000, o que, sem dúvida representa uma economia não só maior, como tecnicamente mais racional”, concluiu o trabalho. O estudo previa também corte no número dos assessores dos gabinetes, o chamado secretariado parlamentar, de livre indicação dos deputados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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