Câmara não discutirá aumento de servidores, diz Chinaglia

BRASÍLIA - Antes de entrar na reunião de líderes, o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse nesta terça-feira (19) que vai trabalhar para obter consenso com os partidos para votar as 10 matérias restantes que entrarão na pauta de votação desta quarta-feira.

Regina Bandeira - Último Segundo/Santafé Idéias |

Vamos trabalhar por tarefas. Se votarmos todos os 10 itens, na próxima semana apenas comissões e CPIs deverão funcionar. Não teremos votação, disse.

Com a pauta limpa, o presidente reconheceu que será possível um recesso branco informal nas últimas três semanas de setembro. Pleito que vem sendo pedido pelos parlamentares há muito tempo em consequência das eleições municipais. Com o recesso, os parlamentares ficam liberados para não vir ao Congresso e não têm o salário cortado.  

Entre os itens que devem ser votados na quarta estão as novas regras para adoção e o projeto que criminaliza a atividade de grupos de extermínio, as chamadas milícias.  

Em relação ao aumento pedido pelos servidores da Casa relativo à gratificação por especialização, Chinaglia garantiu que a matéria não entrará em discussão. Essa é uma reivindicação do sindicato dos servidores da Câmara. Assim como essa, há muitas outras reivindicações sindicais. Isso não está previsto, disse.  

Caso o aumento seja aprovado, o impacto na folha de pagamento dos funcionários será de 1,7% (R$ 34 milhões). Atualmente, o gasto anual da folha é de R$ 2 bilhões.

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