Depois de confrontada pelo Ministério Público da Bahia, a Câmara de Vereadores voltou atrás na criação de 41 dos 44 cargos comissionados que havia anunciado na quinta-feira. O presidente da casa, Alan Sanches (PMDB), porém, nega que tenha havido recuo nas contratações - definidas como eticamente irregulares pelo MP.

"Ajustamos nossas necessidades", afirma.

De acordo com ele, em vez de um novo assessor para cada um dos 41 gabinetes, serão contratados 14 assessores, um para cada comissão, entre permanentes e temporárias, da Câmara (pelos mesmos R$ 4.267,88 de salários anunciados anteriormente) e será contratada uma empresa para ajudar na revisão da Lei Orgânica do Município e do Regimento Interno - argumento inicial para a contratação de mais assessores (cada vereador já tem direito a entre 10 e 23). Ainda segundo o vereador, os novos assessores serão "técnicos qualificados", escolhidos por uma comissão de parlamentares.

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