Câmara me fez tomar antidepressivos, diz Soninha no videochat do iG

SÃO PAULO - Em entrevista ao iG Papo nesta sexta-feira a vereadora, jornalista, mãe e, agora, pré-candidata à prefeitura de São Paulo pelo PPS, Soninha Francine, afirmou que, apesar de budista, o trabalho na Câmara Municipal de São Paulo nos últimos 3 anos a deixou deprimida. E não foi pela rotina.

Redação |

"A Câmara me deprimiu. As pessoas que estão lá há mais tempo acabam se acomodando no sistema. A lógica é de fazer acordos, a idéia de contentar a todos não é certa. Na lógica da casa, o certo é aprovar um projeto de cada um, e não os melhores projetos. É desanimador", disse Soninha. "Estou fazendo terapia, tomando anti-depressivo", comentou a vereadora.

Ela também afirmou que a saída do PT, em razão de "problemas de conduta" do partido, foi difícil, mas que conseguiu dar a volta por cima ao entrar no PPS e que disputar as eleições municipais na capital paulista é um sonho.

"Vivi os últimos três anos muito estressada. Vivia estressada, cansada, agitada, deprimida. Sofri muito ao sair do PT, meu partido querido de adolescência. Hoje, estou mais feliz do que imaginava no PPS. Disputar a prefeitura de São Paulo é um sonho. Estou vivendo um sonho", disse.

Na entrevista, que contou com a participação de internautas, não faltaram temas polêmicos, como a legalização da maconha. Para Soninha, a droga deveria ser legalizada e usada em tratamento de pacientes com Aids. Ela, porém, disse ter parado de fumar em 2002, porque a fumaça, da droga inclusive, faria mal.

"Eu acredito que a maconha tem um benefício comprovado na saúde, como o uso em pacientes terminais de Aids. A proibição piora a situação, aumenta a violência, a dependência. A lei não resolve o dano decorrente do uso e aumenta o dano decorrente da violência, da troca de tiros", afirmou.

Confira abaixo a íntegra do iG Papo com Soninha Francine.



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