O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), se comprometeu hoje a incluir na pauta de votação o projeto que aumenta o salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) dos atuais R$ 24.500 para R$ 25.

725 e, em efeito cascata, sobe os vencimentos de todos os magistrados. O impacto do aumento é de R$ 105,4 milhões por ano. "Eu coloquei esse projeto em várias reuniões de líderes, mas nesse período eleitoral só é votado o que for unânime", disse Chinaglia.

Na cola do aumento dos magistrados, há o projeto que reajusta da mesma forma o salário do procurador-geral da República e de todas as unidades do Ministério Público, provocando gastos de mais R$ 50,8 milhões por ano. O aumento é retroativo a 1º de janeiro de 2007. Só de atrasados, serão mais R$ 224,78 milhões que sairão dos cofres públicos, se o projeto entrar em vigor em outubro (considerando a diferença de 13 salários de 2007 e de 10 salários de 2008).

Nesse caso, cada ministro do Supremo e o procurador-geral receberão de atrasados R$ 28.175,00. Os dois projetos foram enviados à Câmara em 2006. Ficaram parados depois que o Supremo cancelou o aumento que as Mesas da Câmara e do Senado, na época, haviam concedido aos parlamentares.

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